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Pedrinho desabafa, admite pensar em deixar o Cruzeiro e aponta motivo para ficar

Presidente da SAF relata decepção com ataques pessoais após eliminações e afirma que apoio da torcida celeste o mantém no clube

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 14/10/2026 às 17:41.
Pedro Lourenço diz que só fica no futebol por causa da torcida celeste (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
Pedro Lourenço diz que só fica no futebol por causa da torcida celeste (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

O presidente da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço, admitiu que já pensou em deixar o clube diante das críticas recebidas após as eliminações nas copas. Em declaração nesta quarta-feira (14), na Toca da Raposa II, na apresentação do executivo do futebol Paulinho, o dirigente demonstrou indignação com ataques pessoais e afirmou que permanece no comando principalmente pelo respeito dos torcedores.

“Tem hora que penso que o futebol não é para mim, pois é um ambiente muito duro para quem procura fazer as coisas bem e com dignidade”, afirmou Pedrinho, ao comentar o tratamento dispensado a dirigentes, comissão técnica e jogadores após resultados negativos.

O empresário classificou como ingrata a relação estabelecida no futebol, na qual, segundo ele, profissionais que antes recebiam reconhecimento passam a ser considerados incapazes diante de eliminações. “De repente, ninguém presta: o Pedro não presta, o técnico não presta e os jogadores não prestam”, declarou.

Pedrinho ressaltou que reconhece a legitimidade das cobranças, mas criticou manifestações que ultrapassam a avaliação do desempenho esportivo. Para ele, comentários publicados na internet frequentemente desconsideram os limites do debate e atingem a vida pessoal de quem trabalha nos clubes.

“As pessoas dizem inverdades inacreditáveis a meu respeito. Fica aqui meu desabafo e minha indignação, pois só continuo aqui pelos torcedores do Cruzeiro, que me respeitam”, disse.

O presidente também afirmou que a exposição pública se torna ainda mais difícil quando as críticas envolvem familiares. Embora tenha declarado que não acompanha as redes sociais, ele afirmou que os ataques chegam até ele e provocam desgaste. Na avaliação do dirigente, a discussão sobre o futebol precisa considerar que, por trás dos profissionais e gestores, existem pessoas que também são afetadas pelas manifestações.

“Não tenho redes sociais e não ligo para isso, mas essas atitudes machucam e esquecem que todos temos família. O futebol não poderia ser isso, deveria ser melhor”, afirmou.

Pedrinho ainda relacionou parte das manifestações negativas a antigos vínculos de patrocínio que, segundo ele, foram encerrados. O dirigente disse não se sentir abalado pelas críticas à própria conduta e citou sua trajetória empresarial para defender sua integridade.

“Isso não me atinge, pois sou íntegro, honesto e tenho 60 mil colaboradores”, declarou.

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