
O técnico Tite está de volta a Belo Horizonte para comandar um clube da capital, dessa vez, o Cruzeiro. Essa será a segunda passagem do treinador em solo mineiro. Na primeira, ele não deixou boas lembranças para a torcida do Atlético, já que foi no ano do rebaixamento do clube.
Se foi de tristeza para a torcida alvinegra, foi de festa para a cruzeirense. Vindo do Corinthians, o gaúcho chegou ao Galo em abril de 2005 para comandar a equipe na Copa do Brasil e Brasileirão e levar o Galo novamente a disputa da Libertadores ou Sul-Americana em 2006, ano em que encerraria o contrato.
Porém, a passagem pelo Atlético durou apenas quatro meses. Eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil, pelo Ceará, o treinador emplacou uma sequência negativa no Brasileirão, chegando a entregar o cargo após ser derrotado pelo Goiás, por 3 a 1, em Goiânia.
“Entrego a direção para que o meu sucessor crie um fato novo, pois tenho consciência de que o clube está acima do Tite, está acima do técnico", disse ele à época.
A diretoria alvinegra conseguiu segurá-lo até a partida seguinte, contra o Paysandu, no Mineirão. Jogando mal, o Galo acabou empatando com o Papão, pela 17ª rodada da competição. O resultado foi suficiente para o ponto final na história do treinador com o clube, no dia 3 de agosto de 2005. O treinador deixou o time na vice-lanterna, com 13 pontos. Enquanto o rival Cruzeiro ocupava a sétima posição, com 27.
Ao final das 42 rodadas (naquele ano o Brasileirão teve 22 times), o Galo foi rebaixado com 47 pontos, ao lado do Paysandu, Brasiliense e Coritiba. Já a Raposa fechou na oitava colocação, com 60 pontos e se garantindo na Sul-Americana de 2006.
A combinação dos resultados fez o torcedor celeste sair às ruas da capital para tirar sarro com o rival com buzinaço e foguetório. Em 2002, quando esteve em BH com a Seleção Brasileira, Tite disse que tinha uma dívida com o Atlético em função da queda à série B.
“Fiz grandes amigos na passagem pelo Atlético. Tenho pessoas com admiração especial. Fica um duplo sentimento de não ter feito meu melhor trabalho e insucesso no Atlético. Isso fica no sentimental, com senso de dívida, se pudesse colocar assim. Não de caráter ou conduta, mas de senso de resultado”, contou o comandante.
O reencontro com o ex-clube na capital será no dia 25 de janeiro, pela quinta rodada do Campeonato Mineiro. O clássico acontecerá às 16h, na Arena MRV.
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