rixa antiga

Relembre as rusgas entre Tite e Gabigol

Relação entre treinador e atacante foi marcada por críticas públicas no Flamengo, episódios na Seleção Brasileira e voltou à pauta com a chegada do técnico ao Cruzeiro

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 16/12/2025 às 17:01.Atualizado em 16/12/2025 às 18:23.
Atacante e treinador trabalharam juntos no Flamengo e na Seleção Brasileira (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)
Atacante e treinador trabalharam juntos no Flamengo e na Seleção Brasileira (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)

O histórico de rusgas entre Tite e Gabigol voltou à tona com a chegada do treinador ao Cruzeiro, contratação selada nesta terça-feira (16). Os conflitos vêm da época em que atuaram juntos no Flamengo e na Seleção Brasileira, e uma das saias-justas aconteceu no fim de 2024, quando o atacante disse se sentir desrespeitado como jogador. 

Na época, ao comentar a conquista da Copa do Brasil pelo Flamengo - contra o Atlético -, Gabigol afirmou que teve problemas com um técnico que passou pelo clube. “Foi um ano conturbado para mim individualmente. Depois um treinador que não me respeitava como jogador”, disse o atacante. Apesar de não citar Tite, a declaração foi associada a ele. 

Tite comandou o Flamengo entre outubro de 2023 e setembro de 2024. Nesse período, Gabigol perdeu espaço na equipe e encerrou a temporada com 1.472 minutos em campo, a segunda menor participação dele no futebol brasileiro.

Outro episódio veio após uma derrota para o Grêmio. O treinador explicou que a condição física do atacante influenciou na menor utilização dele ao longo da temporada. “Houve um período em que o Gabriel não reunia condições físicas ou clínicas para uma recuperação adequada”, afirmou Tite.

Com a saída do técnico, Gabigol teve mais oportunidades sob o comando de Filipe Luís e foi decisivo na campanha do título da Copa do Brasil.

Antes da passagem pelo Flamengo, a relação entre Tite e Gabigol  já havia sido marcada por atritos na Seleção Brasileira. No período em que Tite comandou o Brasil, Gabigol disputou 14 partidas, com média de 46 minutos por jogo.

Às vésperas da Copa do Mundo de 2022, o treinador comentou a concorrência no setor ofensivo ao justificar a ausência do atacante na lista final. “Temos um 9 como Richarlison, Gabriel Jesus, (Matheus) Cunha, Pedro… As características que se modificam. Mas não posso descartar Gabriel Barbosa, atletas desse nível”.

Na mesma ocasião, detalhou os critérios adotados nas convocações. “Eles concorrem entre eles. Alguém vai ter que ficar fora. Se baixar o nível, eu falo porque eles vão ouvir, se alguém estiver no nível baixo vai ficar fora”, disse o treinador.

Gabigol comentou a não convocação tempos depois, em um programa de TV. “No momento do anúncio (da convocação) eu estava em casa com meus pais, paramos para assistir e infelizmente não aconteceu”. Em tom descontraído, acrescentou: “Meia hora deu raiva, mas passou”.

As desavenças voltaram à pauta, no Cruzeiro, durante a apresentação de Gabigol pelo clube, no início deste ano. “Ele falou que se fosse para vir um técnico aí, ele não viria”, disse o dono da SAF celeste, Pedro Lourenço. O atacante confirmou: “É verdade”.

Questionado nesta terça-feira (16) sobre o futuro de Gabigol no Cruzeiro, devido ao passado conturbado com Tite e à fúria da torcida após a eliminação na Copa do Brasil, Pedro Lourenço desconversou. “É um outro assunto. Vamos deixar para (resolver) depois”, afirmou.

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