
Durante dois anos, Marcelo Oliveira encheu a China Azul de orgulho com a conquista do bicampeonato brasileiro. Mas após um início de ano marcado por insucessos, o treinador acabou se despedindo da Toca da Raposa II.
Cinco meses após a saída, Marcelo encontrará no duelo entre Palmeiras e Cruzeiro, neste sábado (21), às 19h30, no Allianz Parque, em São Paulo, um time totalmente diferente do que costumava mandar em campo à sua época.
Jogadores como os laterais Mayke e Mena, o zagueiro Paulo André, além dos atacantes Marquinhos e Leandro Damião, titulares com o antigo treinador, perderam espaço com Mano Menezes.
O lateral Mayke passou a ser utilizado nos treinamentos como meia, enquanto o chileno Mena é pouco aproveitado, assim como Paulo André.
O mesmo ocorre com Marquinhos, antes um dos homens de confiança de Marcelo. Já Leandro Damião caminha para os últimos jogos com a camisa estrelada. E as mudanças não passam apenas pela escalação, mas também por questões táticas. A contrário de Marcelo, que adotava o 4-2-3-1 como principal esquema tático, Mano utiliza o 4-1-4-1, com algumas modificações.
A primeira foi inversão de Henrique e Willians. O primeiro passou a ser o principal marcador, enquanto o segundo atua mais à frente, com a função de auxiliar Ceará na direita. “A liberdade do Willians acontece porque ele tem o meu respaldo e do Ariel Cabral. Então ele fica como uma peça surpresa. Isso só tem a acrescentar, uma peça a mais para chegar ao ataque”, explica o volante Henrique.
Na frente, Willian, que atuava mais pelas pontas, agora é uma referência na área, mas sem posição definida.
Outra mudança aconteceu com Arrascaeta. Com Marcelo Oliveira, o uruguaio jogava centralizado, exercendo a função de camisa 10. Agora, com Mano, ele atua como ponta.
Decisão
Na partida de ida, no turno, Arrascaeta foi um dos protagonistas da partida ao marcar um dos gols da vitória por 2 a 1. Na avaliação do uruguaio, no entanto, aquele confronto ficou no passado.
“Houve esse jogo, mas temos que lembrar também que fomos eliminados da Copa do Brasil por eles. É um grande time. Mas, o que passou, já passou. O importante é o que vem pela frente”, afirmou ele.
De volta ao time após servir à seleção do Uruguai para a disputa das Eliminatórias Sul-Americanas, Arrascaeta encara o compromisso contra o Palmeiras como um divisor de águas para o Cruzeiro na briga por uma vaga na Copa Libertadores.
“Creio que a partida com o Palmeiras vai representar muito e servir para ver em que disputa estaremos no campeonato. Se perdermos, não teremos chance de Libertadores”, concluiu.