
O Cruzeiro vive uma em uma montanha russa neste Brasileirão. Ao longo das 18 rodadas disputadas até então, o time estrelado se caracterizou por empolgar seu torcedor em uma partida e o anticlímax vir logo na sequência, com uma atuação aquém do esperado.
Esse roteiro voltou a se repetir nesta quinta-feira (13), quando a Raposa, que vinha de uma boa vitória sobre o Palmeiras, no último domingo, perdeu por 3 a 0 para o Joinville. Só que desta vez, o Cruzeiro conseguiu ser ainda mais apático que outrora. De deixar o torcedor estrelado com poucas esperanças do que pode vir por aí.
Sem alma, o time estrelado foi facilmente envolvido pelo tricolor catarinense, que construiu sua goleada com os tentos anotados por Marcelinho Paraíba, Bruno Aguiar e Trípodi.
Com a pesada derrota para uma das piores equipes deste Brasileirão, o Cruzeiro permaneceu com 21 pontos, caindo para a 14ª colocação em relação ao início da rodada. O Joinville, que amargava a 19ª posição, chegou aos 16 pontos e subiu dois degraus na tabela.
O Cruzeiro tentará se recuperar desta noite infeliz no próximo domingo (16), quando receberá o Internacional, no Mineirão, em partida que terá início às 16 horas. No mesmo dia, porém a partir das 18h30, o Joinville tentará mostrar que a vitória não foi em vão ao enfrentar o Grêmio, no estádio do tricolor gaúcho.
OSTRACISMO
A vitória sobre o Palmeiras animou o torcedor estrelado. Não pelo resultado em si. O que deu esperanças de que o Cruzeiro poderia engrenar no Brasileirão foi a disposição da equipe frente a um bom adversário. Porém, ao contrário do que se imaginava, a euforia durou pouco. E o principal motivo foi a postura adotada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo.
Fabrício, que mesmo improvisado no meio-campo teve uma atuação destacada naquela partida, voltou para a lateral. No seu lugar, Luxa optou por colocar Charles. Porém, a mexida matou a ligação da defesa-ataque. Para piorar, Mayke, lateral de origem, ficou no banco de reservas, deixando que o zagueiro Léo continuasse deslocado na ala, o que diminuiu ainda mais a força ofensiva.
Sem ligação entre os setores, o ataque celeste viveu um verdadeiro ostracismo ao longo dos 45 minutos iniciais, mesmo contra um frágil Joinville. O time catarinense, por sua vez, mostrou a mínima organização esperada. Não era um exemplo de técnica, mas mostrava maturidade para lutar contra a incômoda situação na tabela.
Com maior ímpeto, o Joinville foi o único time a construir boas alternativas na etapa inicial. E delas conseguiu balançar a rede em duas oportunidades, ambas através de cobranças de falta.
O primeiro gol veio aos 13 minutos, quando Marcelinho Paraíba “soltou o sapato” da intermediária e conseguiu surpreender Fábio, que estava mal posicionado. Pouco depois, aos 26, o ex-atacante de Flamengo, São Paulo e tantos outros times levantou bola no miolo da área e achou Bruno Aguiar, que não subiu muito para ganhar da defesa estrelada e ampliar o marcador. 2 a 0.
O placar só não foi mais dilatado porque o Joinville perdeu duas incríveis oportunidades e Leandro Pedro Vuaden viu uma falta Edigar Júnio em Léo, aos 45 minutos, anulando o que seria o terceiro gol catarinense. Faltou ao Cruzeiro entrar em campo.
APÁTICO
A volta do intervalo só trouxe novos nomes para o jogo. Mesmo com as entradas de Arrascaeta e Willian nas vagas de Charles e Marinho, respectivamente, o Cruzeiro continuou improdutivo, sem conseguir ameaçar o Joinville.
O Cruzeiro só conseguiu chegar ao gol do Joinville a partir dos 20 minutos, quando ensaiou uma pressão para tentar diminuir o prejuízo. Porém, a “blitz” era na base da empolgação e contava com um pouco de ajuda da zaga catarinense, que possui qualidade técnica duvidosa.
A situação, que não era nada animadora, ficou ainda mais desesperadora. Aos 26 minutos, Trípodi subiu mais alto que a defesa celeste e fez da vitória uma goleada. 3 a 0.
O tricolor catarinense ainda teve duas boas chances para ampliar. Por sorte, o sofrimento parou por aí. Está certo que a instabilidade desse time do Cruzeiro virou uma rotina. Porém, poucas vezes os comandados de Vanderlei Luxemburgo tiveram uma atuação tão sofrível.
FICHA TÉCNICA
JOINVILLE 3 X 0 CRUZEIRO
JOINVILLE: Agenor; Mário Sérgio, Bruno Aguiar, Guti, Diego; Naldo (Luiz Menezes), Anselmo, Kadu; William Popp (Marion), Marcelinho Paraíba (Trípodi) e Edigar Júnio. TÉCNICO: PC Gusmão
CRUZEIRO: Fábio; Léo, Manoel, Paulo André, Fabrício; Willians, Henrique, Charles (Arrascaeta); Alisson, Marinho (Willian) e Vinícius Araújo (Leandro Damião). TÉCNICO: Vanderlei Luxemburgo
GOLS: Marcelinho Paraíba (aos 13'); Bruno Aguiar (aos 26' do 1º tempo); Trípodi (aos 26')
DATA: 13 de agosto de 2015
MOTIVO: Jogo válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro
ESTÁDIO: Arena Joinville
CIDADE: Joinville (SC)
ÁRBITRO: Leandro Pedro Vuaden (FIFA-PR)
AUXILIARES: Ivan Carlos Bohn (CBF-PR) e Lucio Beiersdorf Flor (CBF-PR)
PÚBLICO: 10.498 pagantes
RENDA: R$ 158.095,00
CARTÕES AMARELOS: Charles e Willian (Cruzeiro); Kadu (Joinville)