Vanderlei Luxemburgo é apresentado como novo técnico do Cruzeiro

Alexandre Simões e Álvaro Castro - Hoje em Dia
Publicado em 03/06/2015 às 12:53.Atualizado em 17/11/2021 às 00:20.
 (Alexandre Simões)
(Alexandre Simões)
O Cruzeiro já está de técnico novo. Vanderlei Luxemburgo, que dirigiu o time entre 2002 e 2004, foi apresentado à imprensa na manhã desta quarta-feira (3). Luxemburgo estava acompanhado do presidente estrelado, Gilvan de Pinho Tavares. Ele chega com contrato de um ano e meio. Antes de assumir a Raposa, Luxa estava no Flamengo, adversário do time estrelado na noite desta quarta.
 
Antes de Vanderlei Luxemburgo, foi o presidente Gilvan de Pinho Tavares quem conversou com os jornalistas na sala de imprensa da Toca da Raposa II. O mandatário justificou a troca no comando estrelado pelos resultados ruins conquistados até o momento, sobretudo a eliminação na Libertadores, momento em que foi tomada a decisão pela demissão de Marcelo Oliveira.
 
"O time do Cruzeiro não foi tão bem como nos anos anteriores. A saída foi decidida após a saída da Libertadores. No Mineiro,  caminhada não foi a esperada. A torcida está impaciente com a diretoria e com o técnico anterior. Esperamos o máximo possível, mas o Brasileiro já teve quatro rodadas e buscamos apenas um pontos nos 12 disputados", disse.
 
"A gente não podia pensar pequeno no substituto. Cruzeiro é grande, tem história, e precisava de alguém que tivesse condição de colocar o clube no lugar que ele merece. Foi consenso da diretoria o Luxemburgo. Ele teve uma passagem brilhante pelo Cruzeiro e é vitorioso no futebol brasileiro. Chega para colocar o time nos trilhos. Plantel bom, que oscila, mas nas mãos do Vanderlei pode trilhar caminhos de conquistas", completou referindo-se a Luxemburgo.
 
Após a fala do presidente foi a vez de Vanderlei Luxemburgo ser sabatinado pelos jornalistas. O experiente treinador, que conquistou a Tríplice Coroa com o time celeste em 2003 (Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro) demonstrou muita satisfação com seu retorno à Toca da Raposa. Ele ainda fez questão de ressaltar a importância de substituir Marcelo Oliveira, que conquistou as duas últimas edições do Brasileiro.
 
"Voltar ao Cruzeiro é uma satisfação muito grande, pois aqui tive muito êxito com diretoria, jogadores e comissão técnica da época. Ficou muito marcado. Substituir o Marcelo, que além de ser profissional de alto nível é meu amigo, jogamos juntos. Faz parte da rotina do futebol, é ruim, mas são constantes as trocas de técnicos. Há dez dias estava no Flamengo, optei por seguir no clube, apesar de propostas, e depois fui demitido", disse.
 
"Espero dar continuidade a um trabalho vitorioso, de diretoria e comissão técnica. E colocar minha experiência. O ano não está morto. Temos que traçar objetivos grandes, como é o clube. Vaga de Libertadores, Copa do Brasil. Não tem como não pensar também, se chegar lá em cima, no tricampeonato", completou.
 
O novo comandante fez questão de ressaltar que inicia prontamente seu trabalho no Cruzeiro. O time entra em campo na noite desta quarta-feira contra o Flamengo buscando a primeira vitória já na quinta rodada do Brasileirão. Depois, tem o clássico contra o Atlético no sábado, às 18h 30 no Independência. 
 
"Não dá para dizer vou começar semana que vem. Hoje tem jogo. Assisti River e Cruzeiro, Cruzeiro e Figueirense.  Não tem porque querer entrar só amanhã. Vou começar hoje. Ficar no banco. Colocar uma situação muito importante que é descobrir se os jogadores estão satisfeitos por terem conquistado o bicampeonato ou se querem algo mais na frente.
 
Não gosto da palavra desafio. Gosto de oportunidade. E o Cruzeiro me deu a oportunidade de novamente brigar por campeonatos. Nosso grupo não é muito diferente do que estamos vendo no Brasileiro. Precisamos traçar um caminho. Vamos conversar com a comissão técnica do clube para montar o time que joga hoje. Primeira mudança é de comportamento. Sem passividade", arrematou.
 
Vanderlei Luxemburgo chegou ao Cruzeiro em 2002. Porém, foi na temporada seguinte que ele cravou seu nome na história do clube, ao faturar o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil (esses dois últimos de forma invicta) e o Campeonato Brasileiro, formando, assim, a conquista da "Tríplice Coroa". O "professor" deixou a Raposa em 2004, após entrar em litígio com a diretoria estrelada, na época comandada por Alvimar Perrela. No total, o treinador comandou o time estrelado em 107 jogos, vencendo 66, empatando 22 e sendo derrotado em 17 oportunidades. 
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