
O lateral-direito Danilo afirmou que a Seleção Brasileira ainda não possui o mesmo nível de maturidade coletiva de equipes como França e Argentina. Em entrevista coletiva, o jogador utilizou o empate por 1 a 1 com Marrocos, na estreia da Copa do Mundo de 2026, como exemplo das dificuldades enfrentadas pela equipe e defendeu uma abordagem mais estratégica para os próximos compromissos do torneio.
Segundo o defensor, o Brasil precisa reconhecer suas limitações atuais e adaptar o modo de jogar de acordo com o adversário. "Nós temos que ser claros. Não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje ou como a própria Argentina tem. Entretanto, as nossas ferramentas para jogar essas partidas têm que ser diferentes", disse. Danilo afirmou ainda que a seleção pode, em determinados momentos, atuar com linhas mais baixas, pressionar menos e aceitar a posse de bola do adversário para explorar a velocidade de jogadores como Vinicius Júnior, Raphinha, Endrick e Rayan.
O jogador também fez uma análise do desempenho brasileiro diante dos marroquinos, especialmente na etapa inicial da partida disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. "Acho que a melhor forma de crescer e de consertar tudo aquilo é encarar com realidade e com clareza tudo aquilo que aconteceu. Aquele primeiro tempo é um primeiro tempo completamente aquém das nossas capacidades", afirmou.
Para Danilo, o empate evitou um impacto maior no ambiente da seleção, mas expôs problemas relacionados à construção da equipe nos últimos anos. "Eu acredito sim que a não criação de uma identidade, as trocas constantes, tudo aquilo que aconteceu faz influência nessa questão da ansiedade. Quando você tem um plano e uma coisa construída, coesa, quando as coisas começam a ficar difíceis você se agarra naquilo. Isso é uma coisa que realmente a gente não conseguiu construir", declarou.
Apesar da autocrítica, o lateral rejeitou a ideia de que o Brasil tenha perdido espaço entre as principais seleções do futebol mundial. Segundo ele, a evolução de outras equipes reduziu as diferenças existentes no cenário internacional. "O Brasil está na primeira fileira, sim, sempre vai estar, só se acontecer um desastre muito grande e parar de produzir jogador como a gente produz", disse.
Danilo também destacou que o status da Seleção Brasileira foi construído ao longo de décadas e atribuiu aos atuais jogadores a responsabilidade de preservar esse legado. "O Brasil continuou na primeira fileira. Nossa obrigação é tentar o máximo possível honrar isso e, se a gente tiver a possibilidade, conseguir colocar mais uma estrelinha na camisa", afirmou.
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