34 pilotos

De Chico Landi a Rafa Câmara: veja a lista de pilotos brasileiros que já passaram pela F1

A estreia do país na elite do automobilismo foi em 1951, um ano após o início efetivo da modalidade

Paulo Duarte
esportes@hojeemdia.com.br
Publicado em 15/10/2026 às 14:00.Atualizado em 15/10/2026 às 14:52.
Enquanto Chico Landi foi o primeiro brasileiro a pilotar na F1, Rafa Camâra é confirmado como último estreante (Montagem - Foto: Divulgação / Reprodução X HaasF1Team)
Enquanto Chico Landi foi o primeiro brasileiro a pilotar na F1, Rafa Camâra é confirmado como último estreante (Montagem - Foto: Divulgação / Reprodução X HaasF1Team)

Com a confirmação de Rafa Câmara no grid da Fórmula 1 do próximo ano, o Brasil chegará ao total de 34 pilotos na história da elite do automobilismo mundial. A estreia aconteceu em 1951 com Chico Landi, um ano após o início efetivo da modalidade.

Nascido em São Paulo, em 14 de julho de 1907, Francisco Sacco Landi, mais conhecido como Chico Landi, entrou em um cockpit pela primeira vez no dia 16 de setembro de 1951, durante o Grande Prêmio da Itália, realizado no circuito de Monza. Chico esteve em uma Ferrari 375 alugada pela Escuderia Bandeirantes. Após largar em 16º, não completou a primeira volta devido a uma quebra na transmissão. Ele permaneceu na F1 até 1956.

Em 1952, o ítalo-brasileiro  Luigi Emilio Rodolfo Bertetti, mais conhecido como Gino Bianco, foi o segundo a representar o Brasil.  Bianco defendeu a Escuderia Bandeirantes pilotando uma Maserati A6GCM . Foram apenas quatro corridas disputadas naquele ano. A melhor posição foi um 12º lugar, em Zandvoort. 

Filho de pai brasileiro e mãe francesa, o franco-brasileiro Hermano da Silva Ramos foi o terceiro a competir na F1 sob a bandeira do Brasil. Nano disputou 7 Grandes Prêmios entre 1955 e 1956, correndo pela equipe Gordini. Após Chico Landi, ele foi o segundo brasileiro a pontuar na categoria ao terminar o Grande Prêmio de Mônaco em 1956 na quinta colocação. A posição rendeu a Nano dois pontos. 

Três anos depois desta conquista, o Brasil ganhou um novo representante: Frederico José Carlos Themudo d’Orey. O paulista, filho de imigrantes portugueses - com ascendência alemã - era conhecido como Fritz d'Orey no meio esportivo. O piloto disputou três Grandes Prêmios na temporada de 1959,  pilotando uma Maserati: 

Volta nos anos 1970

Após Fritz d'Orey, o Brasil só voltou ao grid da Fórmula 1 no início dos anos 70, com Emerson Fittipaldi. Em 1970, aos 23 anos, estreou no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, pilotando uma Lotus, na sétima etapa daquela temporada. Após 78 voltas, ele terminou em oitavo, tendo largado na 21ª colocação. 

Em 1972 Emerson colocou o Brasil no lugar mais alto do pódio ao conquistar o título mundial. Dois anos depois ele faturou o bicampeonato. Foram 11 anos representando o país na F1.

Também em 1972, o país tinha dois pilotos estreando: José Carlos Pace, o Moco, na Williams, e Wilson Fittipaldi Júnior, irmão mais velho de Emerson, na Brabham. Enquanto o primeiro ficou seis anos na elite, o segundo disputou a competição por 3 anos. 

Em 1973, Luiz Pereira Bueno, conhecido como "Peroba”, competiu como convidado  pela equipe Surtees. A estreia foi no Autódromo de Interlagos, em São Paulo - terra natal. 

Em 1976, Ingo Hoffman chegou ao cockpit da Copersucar-Fittipaldi , a primeira e única escuderia nacional na Fórmula 1. A equipe foi idealizada justamente por Wilson Fittipaldi Jr. Quem também pilotou pela equipe foi Alex Dias Ribeiro, no mesmo ano. Fechando a década, o Brasil teve Nelson Piquet estreando. Em 1978, o brasileiro esteve na Ensign, com um carro alugado. 

Década de 1980

Três anos depois, Nelson faturou o primeiro título. Em 1983 veio o bicampeonato. Já em 1987 o piloto chegou ao tri, se tornando o maior campeão brasileiro. No período, o Brasil teve as estreias de Chico Serra (1981), Raul Boesel (1982), Roberto Pupo Moreno (1982), Ayrton Senna (1984) e Maurício Gugelmin (1988).

Logo após o tri, surgia um dos maiores nomes do país: Ayrton Senna. Em 1988, pilotando uma McLaren, Senna conquistou o primeiro mundial. Em 1990 e 1991, igualando a Nelson Piquet, fechando a última conquista do Brasil na Fómula 1.

Década de 1990

Nos anos 90, o país tentou ainda buscar o lugar mais alto com Christian Fittipaldi, que estreou em 1992, Rubens Barrichello (começou em 1993 e permaneceu até 2011). Pedro Paulo Diniz (1995 até 2000), Ricardo Rosset (1996 até 1998), Tarso Marques (1996/1997 e volta em 2001) e Ricardo Zonta (1999 até 2001, volta em 2004 até 2005), só que não obteve sucesso. 

Anos 2000

Nos anos 2000 a conquista bateu na trave com Felipe Massa, em 2008. Após estrear em 2002, o piloto perdeu o título para Lewis Hamilton por apenas um ponto de diferença. Foram 15 anos na Fórmula 1.

Antes de Massa, estrearam na F1 no início do período: Luciano Burti (2000, ficando até 2001) e Enrique Bernoldi (2001 até 2002). Em 2003, Cristiano da Matta chegou ao circuito, permanecendo por uma temporada. Também em 2003, Antônio Pizzonia estreou pela Jaguar (ficando na F1 até 2005).

Em 2008, foi a vez de Nelsinho Piquet tentar repetir o feito do pai. Mas sem sucesso, ficou apenas por um ano na elite do automobilismo. Depois dele, Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, chegou à F1, em 2010 - permanecendo até 2012.Também em 2010, o país foi representado por Lucas di Grassi.

Em 2015, o Brasil voltou a ter dois pilotos no grid, com Felipes. Além de Massa, Nasr chegou para competir pela Sauber, ficando até 2016, um ano antes da aposentadoria do primeiro. 

Após 2017, o país teve um hiato de três anos sem pilotos. A volta foi com Pietro Fittipaldi, em 2020. Foram apenas dois GP 's, substituindo Romain Grosjean na Haas. Depois de Pietro, o jejum voltou a acontecer e apenas em 2025 o circuito voltou a ter um brasileiro. 

Anunciado pela Sauber, Gabriel Bortoleto competiu em 24 corridas, terminando a última temporada com 19 pontos, na 19ª colocação. Neste ano, Bortoletto já esteve em 17 etapas e soma 10 pontos. Atualmente ele ocupa a 15ª colocação pilotando a Audi - que assumiu os direitos da Sauber. 

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