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Edson Bindilatti será o porta-bandeira no encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno

Feito será o último do atleta em Jogos Olímpicos de Inverno, já que anunicou a aposentadoria

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 18/02/2026 às 15:05.Atualizado em 18/02/2026 às 15:07.
Edson Bindilatti será o porta-bandeira do Brasil no encerramento de Milão-Cortina 2026 (Gabriel Heusi/COB)
Edson Bindilatti será o porta-bandeira do Brasil no encerramento de Milão-Cortina 2026 (Gabriel Heusi/COB)

O Brasil terá Edson Bindilatti, piloto do bobsled do Time Brasil no 2-man e 4-man, como porta-bandeira brasileiro na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, Milão-Cortina 2026. Com seis participações na competição, Edson é o recordista do time Brasil. 

"Foi uma surpresa muito grande. Recebi com muita felicidade. Mostra pra mim o quanto valeu a pena toda a minha dedicação ao longo do tempo. São 26 anos trabalhando em prol do bobsled e das modalidades de inverno. Então, para mim foi muito gratificante. Recebi a notícia num lugar especial, com pessoas especiais", contou Bindilatti.

Edson Bindilatti disputou seus primeiros Jogos Olímpicos de Inverno em 2002, como pusher. Foi breakman em 2006 e se tornou piloto a partir de 2014. O experiente atleta chegou a divulgar a aposentadoria após Pequim 2022. Mas foi convencido a retornar para ajudar a formar novos atletas do bobsled.

"Por ser uma referência nos Jogos Olímpicos de Inverno e liderar esta equipe fantástica do bobsled, não havia como fugir do Bindilatti. Ele será homenageado como nosso porta-bandeira. A história dele não é apenas nos Jogos de Inverno. O Edson é um grande atleta do esporte olímpico brasileiro. Seis Jogos Olímpicos é para poucos", celebrou o Presidente Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil.

Esta será a terceira vez que Bindilatti carregará a bandeira. Ele foi o escolhido nas cerimônias de Abertura de Pyeongchang 2018 e de Pequim 2022, esta última ao lado de Jaqueline Mourão. E voltará a empunhar o pavilhão na Itália, ustamente na que traz todo o simbolismo de uma conclusão de ciclo.

"É o encerramento da minha carreira olímpica sim. É o fim da minha jornada como atleta olímpico. Mas ainda quero continuar mais este ano aqui para fazer a transição de uma forma ideal para o Gustavo Ferreira. Com os outros atletas que estão vindo ali na pilotagem. Para que seja uma boa transição e permita nos mantermos no alto rendimento, acho que isso é o mais importante", explicou.

"A cortina vai se fechar para mim. Mas vai se abrir para esses meninos aqui e para vários atletas que ainda estão por vir", afirmou.

Ex-decatleta

Prestes a completar 47 anos, este baiano de Camamu vive sua segunda encarnação esportiva. Como decatleta, ele foi campeão brasileiro nove vezes entre categorias de base e adulto, além de chegar aos títulos sul-americano e ibero-americano. Em 2000 migrou para o bobsled e se valeu de tudo que já tinha treinado até ali para manter o alto desempenho.

“Por conta de eu ter a facilidade de fazer várias provas, várias modalidades esportivas, eu também aprendi a cuidar bem do meu corpo. Acho que por isso eu consegui ter uma longevidade maior no esporte, graças a essa minha base dentro do atletismo. O decatlo me ajudou bastante”, analisa.

Mas foi nas pistas de gelo que virou referência. “Eu fico muito orgulhoso e feliz por ver a evolução dos esportes de inverno. Lá atrás a gente começou desbravando, abrindo a floresta. Hoje muitos atletas quando chegam já entendem mais sobre os esportes. Tanto o bobsled como outras modalidades também, não só gelo, mas neve. Tenho certeza de que no futuro próximo a gente pode ver outras medalhas em Jogos Olímpicos de Inverno”, acredita.

*com informações do Comitê Olímpico do Brasil

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