'incompreensível e injustificável'

Federação Belga questiona Fifa sobre anulação do vermelho de Balogun, dos EUA e tem apoio da UEFA

Entidades emitiram notas sobre o caso que envolveu o árbitro brasileiro Raphael Claus

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 06/07/2026 às 14:25.
UEFA E Federação Belga emitem nota sobre caso Balogun, dos Estados Unidos (Reprodução / Instagram U.S. Soccer MNT)
UEFA E Federação Belga emitem nota sobre caso Balogun, dos Estados Unidos (Reprodução / Instagram U.S. Soccer MNT)

Restando pouco mais de sete horas para a bola rolar contra os Estados Unidos, a Federação Belga segue em busca de explicações da Fifa sobre a suspensão do cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun, atacante dos Estados Unidos, adversário da equipe nas oitavas. 

Nesta segunda-feira (6), os belgas publicaram uma nota reforçando que foi enviada uma carta à entidade máxima do futebol solicitando uma cópia da decisão, uma explicação do processo adotado e expondo seu posicionamento em relação aos regulamentos aplicáveis.

“Como única resposta, a FIFA enviou uma carta à RBFA afirmando que considerava a correspondência como uma apelação, que um juiz havia sido designado e que a RBFA tinha apenas algumas horas para concluir a apelação. Nenhuma informação foi fornecida pela FIFA”, diz trecho da nota.

Mesmo sem a decisão, a entidade recebeu o direito à apelação do caso, porém, corre o risco do recurso não ser julgado antes das 21h (de Brasília), horário da partida, permitindo assim que o jogador americano pudesse ter condições de jogo. 

“Enquanto a RBFA buscava apenas esclarecimentos legítimos, a própria FIFA criou uma apelação e imediatamente garantiu que ela fosse declarada inadmissível.Tudo isso ocorreu enquanto a FIFA se recusava a responder às solicitações legítimas da RBFA”, contestou.

“Independentemente do resultado esportivo desta partida, a RBFA está profundamente preocupada com o rumo dos acontecimentos e continuará lutando nas próximas horas, dias e meses em defesa dos princípios fundamentais da ética, da competição justa e dos interesses do futebol como um todo', completou.

UEFA se posiciona: “decisão tão inédita, incompreensível e injustificável”

Também em nota, a Uefa se pronunciou sobre o caso. Segundo a entidade, a decisão de suspender o vermelho dado a Balogun, “ultrapassou todos os limites”. 

“O futebol, como qualquer outro esporte, se baseia em regras que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não. A suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a decisão de um órgão competente para ser aplicada”, destacou.  

O órgão reforça ainda que quando as regras deixam de ser garantidas pelos responsáveis, “a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada”. 

Por fim, a Uefa expressou incredulidade com a decisão da Fifa. “Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável”, escreveu. 

A expulsão

Autor de três gols na competição, Balogum é um dos principais nomes da Seleção americana neste Mundial. O atacante havia sido expulso na vitória sobre a Bósnia, na segunda fase, pelo brasileiro Raphael Claus, com a ajuda do VAR. 

Após a partida, o Comitê Disciplinar da Fifa analisou a jogada e optou por retirar a punição do atacante, liberando-o para encarar a Bélgica. “Por força do Artigo 27 do FDC, a implementação da suspensão automática de jogos para o jogador dos EUA Folarin Balogun é suspensa por um período probatório de um (1) ano”, diz trecho da nota oficial da Fifa.

Em entrevista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a atitude do árbitro brasileiro em expulsar o atacante "era um pouco suspeita", e ainda confirmou que conversou com Gianni Infantino, presidente da Fifa, sobre o caso. Porém, negou ter interferido na decisão do Comitê Disciplinar. 

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