Independência, terreiro onde o Galo canta mais alto

Felipe Torres - Do Hoje em Dia
Publicado em 11/08/2012 às 14:45.Atualizado em 22/11/2021 às 00:23.
 (Carlos Roberto/Hoje em Dia)
(Carlos Roberto/Hoje em Dia)

Fim do duelo contra o Santos, pela 12º rodada do Campeonato Brasileiro de 2012. A massa alvinegra canta o hino e comemora a vitória, por 2 a 0, no Independência. Ronaldinho Gaúcho acena para os mais 20 mil pagantes e passa alguns minutos observando a festa. “Encarar o Galo aqui é complicado. A torcida faz mesmo a diferença e temos que usar isso a nosso favor”, diz logo depois.

Ninguém duvida da força dos atleticanos dentro do seu terreiro. Não é à toa que a fama do Galo venha mais pelo apoio contagiante do seus “fiéis fãs” do que pelos escassos títulos. Nesta temporada, o efeito casa tem sido fundamental para a boa fase do time, campeão Mineiro e líder da Série A.

Tanto que desde que “reestreou” no Gigante do Horto, o clube venceu oito partidas e empatou somente duas. O aproveitamento chega a quase 87%.

Diante do Vasco, nesta domingo (12) , pela 16ª rodada, a turma do técnico Cuca espera manter o domínio territorial e selar a ponta da tabela. Assim, também cravaria de vez uma marca histórica. O desempenho no remodelado Independência é o melhor do Atlético se comparado aos dez primeiros jogos no Estádio Antônio Carlos e Mineirão, os outros dois palcos que a equipe adotou como casa na capital.

Trio Maldito

A estreia no Estádio Antônio Carlos, ou de Lourdes, como também era chamado, aconteceu em 30 de maio de 1929. Do outro lado estava o Corinthians, que não resistiu ao futebol dos anfitriões. Sob a batuta do “Trio Maldito”, formado por Jairo, Said e Mário de Castro, o Galo venceu por 4 a 2. Os atletas se tornariam símbolos daquela geração.

Somando os nove jogos seguintes, o alvinegro contabilizou oito placares positivos e dois negativos – um deles para o Cruzeiro (3 a 1). Neste período, o local abrigaria a maior goleada da sua história: 13 a 0 sobre o Calafate.

Vale lembrar que mesmo depois da inauguração do Independência, em 1950, o Atlético continuou a mandar a maioria dos seus embates em Lourdes. Tudo porque o Sete de Setembro, proprietário do Gigante do Horto, cobrava taxas abusivas e impunha a presença dos seus sócios nos compromissos dos demais clubes da capital.

Portanto, o Galo não fez do estádio o seu território nesta fase. Só após acordos com o Sete, América e Cruzeiro, em 1954 e 1955, passou a usá-lo em todos os seus confrontos oficiais.
Mística alvinegra

Veio o Mineirão, o mais conhecido lar do Atlético e estádio em que mística envolvendo a massa alvinegra se consolidou. E no Gigante da Pampulha, o Galo tinha tudo para impor um começo arrasador, em 1965, se não fosse seus rivais diretos.

A derrota para o Cruzeiro (1 a 0) e os empates frente ao América (1 a 1) e Villa Nova (3 a 3), pelo Estadual daquela temporada, deixaram os atleticanos com sete vitórias, duas igualdades e dois revezes.

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