
A judoca Gabriela Conceição, do Minas Tênis Clube e integrante da Seleção Brasileira, vem consolidando seu nome entre as principais atletas da categoria até 52kg no judô brasileiro. Aos 24 anos, a capixaba nascida no município de Serra ocupa atualmente a 19ª posição no ranking mundial e acumula bons desempenhos recentes no circuito internacional.
Nos últimos dias, conquistou a medalha de bronze no Grand Prix de Upper Áustria, em Linz, resultado que marcou o segundo pódio dela em etapas desse nível. Em 2025, Gabriela também conquistou a medalha de prata no Grand Prix de Lima, além de títulos no Open Pan-Americano de Lima e do Rio de Janeiro.
Antes da medalha na Áustria, a judoca também esteve próxima do pódio no Grand Slam de Tashkent, no Uzbequistão, quando terminou na quinta colocação, após campanha que incluiu vitórias nas fases preliminares e disputa na repescagem. A sequência de resultados reforça o momento da atleta no cenário internacional.
Representando as cores do Minas Tênis Clube, Gabriela busca seguir avançando no ranking mundial com ampliação de presença nas principais competições do calendário internacional. Em entrevista ao Hoje em Dia, ela falou sobre os resultados recentes, os aprendizados nas competições e os objetivos para a sequência da carreira.
Você começou a temporada com bons resultados no circuito mundial e conquistou recentemente o bronze no Grand Prix de Upper Áustria. O que essa medalha representa neste início de ano e para a sequência da temporada?
Medalhar no circuito internacional logo no início da temporada mostra que estou no caminho certo. Isso me motiva a continuar trabalhando, evoluindo e mantendo a confiança para os próximos objetivos.
No Grand Slam de Tashkent você ficou muito perto do pódio e terminou em quinto lugar. Que aprendizados aquela competição trouxe e o que faltou para transformar a campanha em medalha?
O quinto lugar é um resultado que incomoda, porque mostra que você tem nível para estar lá, mas que ainda existe um degrau a ser superado. A competição me mostrou que eu precisava ajustar alguns detalhes táticos para chegar ainda melhor nas próximas disputas.
Ao longo da carreira você já conquistou títulos importantes, como o Campeonato Brasileiro de Judô e o Open Pan-Americano de Lima. Como essas vitórias ajudaram na sua evolução e na confiança para competir no circuito internacional?
Essas conquistas me ajudaram dando confiança, experiência e ritmo competitivo. Elas mostraram que eu estava no caminho para subir cada vez mais degraus na minha carreira.
Você aparece atualmente entre as 20 melhores do mundo na categoria até 52kg. Como tem sido lidar com essa responsabilidade e a expectativa de seguir subindo no ranking mundial?
Tem sido uma das melhores responsabilidades, porque fico feliz ao ver que todo o trabalho duro está dando retorno. Olho para trás e vejo quantas vezes batalhei para conquistar o meu espaço, e hoje estar aqui é motivo de alegria. Isso me motiva a continuar trabalhando e buscando crescer cada vez mais.
Nas suas entrevistas você costuma falar muito sobre processo, resiliência e fé. Como esses fatores têm influenciado a sua trajetória dentro do judô de alto rendimento?
Processo porque leva tempo para alcançar os objetivos que almejamos. Muitas coisas são enfrentadas durante a caminhada e encaro tudo com resiliência. Tudo o que acontece me torna mais forte e melhor, e me impulsiona para frente. E fé porque, em todos os momentos, Deus sempre está lá segurando a minha mão, me direcionando e mostrando o caminho. Esses três fatores se transformam em poder e muita força para viver os meus sonhos e alcançar tudo o que tenho vivido no alto rendimento.
Treinar e competir representando um clube tradicional como o Minas Tênis Clube muda algo na sua preparação ou na forma como você encara as competições internacionais?
O Minas é a base da minha caminhada. O clube me proporciona uma estrutura completa, com tudo o que eu preciso para chegar bem preparada às competições.
Você ainda é jovem, mas já acumula resultados importantes no Brasil e fora do país. Quais são os principais objetivos que você estabelece para os próximos anos da sua carreira no judô?
Sem dúvida, meu maior objetivo é a medalha olímpica. Para isso, o foco é conquistar a vaga para 2028. Os últimos resultados mostram que já estou no caminho certo. O objetivo agora é seguir medalhando em competições internacionais e subir no ranking mundial para estar sempre entre as melhores. Temos o Mundial todos os anos e, com certeza, vou em busca da vaga e da medalha para me fortalecer ainda mais na briga pela vaga olímpica.
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