entrevista

‘Meu maior objetivo é Los Angeles 2028’, afirma Davi Vallim

Atleta do Minas destaca evolução na natação, recordes e metas após campanha de destaque nos Jogos Sul-Americanos da Juventude

Angel Drumond
angel.lima@hojeemdia.com.br
Publicado em 27/04/2026 às 07:00.
 (Foto: Leo Barrilari/COB.)
(Foto: Leo Barrilari/COB.)

Davi Vallim consolidou o próprio nome como um dos principais talentos da natação brasileira ao se destacar nos Jogos Sul-Americanos da Juventude de 2026. O atleta belo-horizontino acumulou uma sequência de medalhas de ouro, além de estabelecer recordes da competição em diversas provas, confirmando o momento de evolução dentro das piscinas e ampliando a projeção no cenário esportivo.

Atleta do Minas Tênis Clube desde 2017, o nadador iniciou a trajetória ainda bebê, aos 11 meses de idade. A influência da irmã, Valentina Vallim, foi determinante para a escolha pela natação, especialmente no momento em que precisou optar entre o esporte e o judô. Desde então, construiu toda a formação esportiva no clube, passando por diferentes categorias até chegar ao alto rendimento.

Em 2025, deu mais um passo importante ao estrear no nível absoluto, conquistando medalha de prata nos 200 metros costas no Troféu José Finkel. Além disso, acumulou experiências internacionais com a seleção brasileira de base, incluindo participação no Campeonato Mundial Júnior, o que contribuiu para o desenvolvimento competitivo.

Com resultados recentes e metas definidas, Davi Vallim projeta o futuro com foco gradual, mirando competições de alto nível, como os Jogos Olímpicos. Em entrevista ao HOJE EM DIA, o atleta belo-horizontino detalha a trajetória, analisa o momento atual e comenta os objetivos para os próximos anos.

Você conquistou múltiplas medalhas de ouro e ainda estabeleceu recordes da competição nos Jogos Sul-Americanos da Juventude. Como você avalia esse desempenho em um evento tão importante para a sua carreira?

Foi um evento muito bom porque, nessa competição, consegui testar um pouco mais o meu limite, nadando provas seguidas e, mesmo assim, atingindo resultados expressivos. Isso me motivou ainda mais para os próximos campeonatos. Quero seguir evoluindo e chegar aos Jogos Olímpicos para honrar a Deus, minha família e representar o meu país.

Entre as provas em que você competiu, quais resultados mais te marcaram e por quê, especialmente considerando os recordes alcançados?

O resultado que mais me marcou foi nos 100 metros costas, abrindo o revezamento 4x100 medley misto. Fiquei muito satisfeito porque já venho, há algum tempo, buscando nos treinos quebrar a barreira dos 55 segundos e, mesmo estando em uma fase de treinamento em que esse campeonato não era o principal foco, sem descanso completo, consegui chegar muito próximo dessa marca. Isso me deixou muito feliz e reforçou que estou no caminho certo.

Você representa o Minas Tênis Clube desde muito jovem. Qual a importância da estrutura e do trabalho da equipe para essas conquistas recentes?

O Minas é praticamente minha segunda casa. Comecei na pré-equipe com 8 anos e, desde então, sigo no clube. Ele teve um papel fundamental no meu desenvolvimento, tanto como atleta quanto como pessoa. Passei por vários treinadores, todos muito comprometidos e qualificados, que contribuíram diretamente para eu chegar onde estou hoje.

Ao longo da sua trajetória, você teve a influência da sua irmã e chegou a escolher entre a natação e o judô. Como essas decisões e referências impactaram no atleta que você se tornou hoje?

Quando era mais novo, pratiquei vários esportes, mas o judô e a natação se destacaram. Aos 8 anos, precisei escolher entre os dois. Minha irmã, quatro anos mais velha, nadava e já se destacava, então, por influência e admiração, acabei seguindo na natação. Ter ela como referência sempre foi uma grande motivação para mim.

Em 2025, você passou a competir no nível absoluto e já conquistou uma medalha no Troféu José Finkel. Como tem sido essa transição para o cenário profissional?

Tem sido um processo tranquilo. Gosto do que faço, tenho boas pessoas ao meu redor e treinadores que me entendem e me apoiam no dia a dia. Além disso, conto com o apoio incondicional da minha família, o que faz toda a diferença para que o caminho não se torne tão pesado.

Você já teve experiência internacional com a seleção brasileira de base, incluindo o Mundial Júnior. O que essas vivências fora do país agregaram ao seu desenvolvimento?

Essas experiências agregaram muito de forma positiva. No Mundial Júnior, por exemplo, foi uma oportunidade muito importante nadar ao lado de atletas do mundo todo e aprender com eles. Isso me motiva ainda mais a buscar resultados melhores.

Com os resultados recentes, quais são seus próximos objetivos pensando em representar o Brasil em competições como o Mundial da categoria e até mesmo os Jogos Olímpicos no futuro?

Penso que tenho que ir passo a passo. Meus objetivos agora são continuar melhorando de forma consistente, para que, no futuro, eu possa alcançar metas maiores, como chegar aos Jogos Olímpicos. Mas diria que meu maior objetivo é Los Angeles 2028.

Leia mais

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por