‘Não é Mão Santa. É mão treinada’: precisão nos arremessos era resultado da dedicação, dizia Oscar
Ex-jogador associava desempenho em quadra à repetição e acumulou marcas ao longo de quase três décadas

Oscar Schmidt ficou conhecido no basquete pelo apelido de “Mão Santa”, ligado à precisão nos arremessos, característica que, segundo o próprio ex-jogador, era resultado de treinamento constante ao longo da carreira.
Apesar da alcunha, ele reforçava que o desempenho estava ligado ao trabalho contínuo. Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, afirmou: "Mão Santa? Quanto mais eu treino, mais a minha mão é santa. E minha carreira foi assim, muito treino, muito jogo".
A rotina de preparação incluía longos períodos de treino diário. Em outra entrevista, ao site LG Lugar de Gente, em 2018, detalhou o volume de atividades. "No basquete, é necessário treinar de oito a nove horas por dia, sem folgas, durante anos. Além dos dois treinos oficiais, eu ainda treinava mais mil arremessos todos os dias", afirmou.
Ao longo dos anos, o ex-jogador passou a associar o apelido à repetição e ao treinamento, utilizando também a expressão “mão treinada” para definir a origem da precisão nos arremessos.
Ao longo da trajetória, Oscar atuou por dez clubes, incluindo Palmeiras, Sírio, América do Rio, Juvecaserta, Pavia, Fórum Valladolid, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo, em um período de 28 anos como profissional.
Durante esse período, registrou 49.737 pontos em 1.615 partidas, com média de 30,7 por jogo. Em 1994, quando atuava pelo Fórum Filatélic de Valladolid, na Espanha, ultrapassou a marca de 46.725 pontos, então pertencente a Kareem Abdul-Jabbar, tornando-se o maior pontuador do basquete mundial à época.
O recorde foi mantido por cerca de 30 anos, até ser superado em 2024 por LeBron James. Além disso, Oscar também se destacou em competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos, onde somou 1.093 pontos e terminou como principal cestinha em edições como Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996.
Entre os feitos pela seleção brasileira, está a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil venceu os Estados Unidos na final. Em uma das partidas olímpicas, registrou 55 pontos contra a Espanha, em Seul, marca que permanece como uma das mais altas em uma única partida do torneio.
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