
No último sábado (23), Ronaldinho Gaúcho viveu o êxtase em sua estreia em casa. Diante de quase 20 mil torcedores no Independência, marcou seu primeiro gol com a camisa do Galo e saiu ovacionado pela massa, situação bem oposta à que vai enfrentar domingo (1º), às 18h30, contra o Grêmio, no Olímpico, em Porto Alegre.
O duelo será o segundo encontro de Ronaldinho com o clube que o revelou, depois de ele ter sido acusado de fazer leilão e “trocar” a equipe gaúcha pelo Flamengo, no início do ano passado. Além disso, será a primeira vez que o jogador ficará frente a frente com o técnico Vanderlei Luxemburgo, com quem acumulou desentendimentos no rubro-negro carioca.
Chamado pelos torcedores gremistas de traidor e mercenário, o meia é encarado hoje como inimigo toda vez que volta a Porto Alegre, sua cidade natal. “Ele devia parar de usar o nome Gaúcho. Isso que ele fez não se faz. Nunca será perdoado”, crava André Malta, presidente há quatro anos da Torcida Jovem do Grêmio.
A decepção é tão grande, que um conselheiro do clube e diretor da torcida organizada Geral, que pede para não ter o nome divulgado, rechaça qualquer possibilidade de Ronaldinho voltar a vestir a camisa do Tricolor. “Tenho certeza de que essa possibilidade é zero. Se esse rapaz voltasse para o clube, qualquer gremista rasgaria sua carteira”, diz.
Quando enfrentou o Grêmio pelo Flamengo, em 30 de outubro de 2011, Ronaldinho foi hostilizado por onde passou, desde o desembarque no Aeroporto Salgado Filho. Além de frases de protestos espalhadas pela cidade, o jogador foi recebido no Olímpico com muitas vaias e xingamentos, diante de 44.751 torcedores.
Cada vez que pegava na bola, a torcida gremista não perdoava. Os donos da casa saíram perdendo por 2 a 0, mas viraram o placar para 4 a 2.
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