Oscar: 4 olimpíadas, 11 temporadas na Itália e ídolo de Flamengo e Corinthians: veja a trajetória
Ex-jogador construiu carreira com passagens pela seleção brasileira e clubes no Brasil e no exterior

Oscar Schmidt construiu uma trajetória no basquete com participações em cinco edições dos Jogos Olímpicos, atuação prolongada no exterior e passagens por clubes no Brasil, como Corinthians e Flamengo.
Nascido em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, no Rio Grande do Norte, iniciou o contato com o basquete aos 13 anos, já em Brasília, após incentivo do técnico Zezão, que o encaminhou ao Clube Vizinhança, então treinado por Laurindo Miura.
Em 1974, aos 16 anos, mudou-se para São Paulo para atuar nas categorias de base do Palmeiras. Em 1977, foi convocado para a seleção juvenil e eleito melhor pivô do Campeonato Sul-Americano da categoria.
Pela seleção principal, conquistou título sul-americano e medalha de bronze, além de vencer, em 1979, a Copa William Jones, considerada um mundial interclubes. No ano seguinte, disputou a Olimpíada de Moscou e também esteve nas edições de Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996).
Um dos principais resultados com a Seleção Brasileira ocorreu no Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115 na final do torneio. A partida marcou a primeira derrota da equipe norte-americana em casa na competição. Na ocasião, Oscar Schmidt marcou 46 pontos e teve participação direta na conquista da medalha de ouro.
No exterior, atuou por 11 temporadas na Itália, sendo oito pelo Juvecaserta e três pelo Pavia. Durante esse período, participou de competições europeias e manteve sequência como um dos principais pontuadores das equipes.
Em 1995, retornou ao Brasil para jogar no Corinthians, onde conquistou, em 1996, o oitavo título brasileiro da carreira. No país, também atuou por Banco Bandeirantes e Mackenzie.
Entre 1999 e 2003, defendeu o Flamengo, período em que alcançou a marca de maior pontuador da história do basquete, com 49.737 pontos, superando o então recordista Kareem Abdul-Jabbar, que somava 46.725.
Em 1991, foi incluído na lista dos 50 maiores jogadores da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e também passou a integrar o Hall da Fama da NBA. Após encerrar a carreira em 2003, passou a atuar como palestrante. Em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, em 2022, afirmou: "Eu não acho que eu tenho 64 anos. Eu vivo minha vida intensamente, mas por outro lado, calmamente".
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