28 anos de carreira

Oscar Schmidt foi recordista de pontos e recusou NBA para seguir na Seleção Brasileira

Ex-jogador liderou ranking mundial por três décadas e acumulou marcas em competições internacionais

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 17/04/2026 às 18:40.
Oscar Schimdt e Kobe Bryant, lendas do basquete mundial (Reprodução: Instagram/Oscar Schimdt)
Oscar Schimdt e Kobe Bryant, lendas do basquete mundial (Reprodução: Instagram/Oscar Schimdt)

Oscar Schmidt, que morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, construiu trajetória no basquete com recordes de pontuação, participações pela
Seleção Brasileira e reconhecimento internacional, mesmo sem atuar na liga norte-americana NBA.

Ao longo de 28 anos de carreira, o ex-ala atuou por dez clubes e registrou 49.737 pontos em 1.615 partidas, com média de 30,7 por jogo. Em 1994, quando defendia o Fórum Filatélic de Valladolid, na Espanha, alcançou 46.725 pontos e superou a marca de Kareem Abdul-Jabbar, tornando-se o maior pontuador do basquete mundial à época.

O recorde foi mantido por cerca de 30 anos e só foi superado em 2024 por LeBron James. Durante a carreira, Oscar atuou por equipes como Palmeiras, Sírio, América do Rio, Juvecaserta, Pavia, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo.

Apesar de não ter jogado na NBA, recebeu reconhecimento de nomes da liga. Em 2020, durante evento no Brasil, Magic Johnson comentou a atuação do brasileiro. "Tive grandes momentos no Brasil, joguei basquete com Oscar Schmidt… Acho que ele foi o maior jogador do Brasil na história. Nós jogamos cinco jogos, e ele era imparável", afirmou.

Em 1984, Oscar foi escolhido no draft pelo então New Jersey Nets, mas não atuou na equipe. À época, uma regra impedia jogadores da NBA de defenderem suas seleções nacionais, o que levou o atleta a optar pela continuidade na seleção brasileira. A restrição foi encerrada em 1989.

Entre os resultados pela seleção, está a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil venceu os Estados Unidos na final. Também acumulou 1.093 pontos em Jogos Olímpicos, tornando-se o principal cestinha da história da competição, além de liderar a pontuação em edições como Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996.

Em 2013, foi incluído no Hall da Fama do basquete, nos Estados Unidos. Quatro anos depois, recebeu homenagem do Brooklyn Nets, em Nova Iorque, com um quadro com seu nome e o número 14. Também registrou 55 pontos em uma única partida olímpica, contra a Espanha, em Seul.

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