SOLTOU O VERBO

Pentacampeão Edilson Capetinha detona participação do Brasil na Copa: ‘time frouxo, treinador fraco’

Ex-jogador do Cruzeiro questionou forma que foi conduzido o processo e a participação das esposas dos atletas no Mundial

Paulo Duarte
esportes@hojeemdia.com.br
Publicado em 06/07/2026 às 15:33.
Edilson detona jogadores do Brasil e técnico Carlo Ancelotti após eliminação na Copa (Reprodução / Instagram Edilson Capetinha)
Edilson detona jogadores do Brasil e técnico Carlo Ancelotti após eliminação na Copa (Reprodução / Instagram Edilson Capetinha)

“Time frouxo e treinador fraco”. Assim definiu o pentacampeão do Mundo Edilson Capetinha sobre a participação do Brasil na Copa do Mundo deste ano, que terminou com a eliminação precoce nesse domingo (5) com a derrota para a Noruega nas oitavas de final. 

O problema é que nós temos, além de um treinador fraco, uma Seleção frouxa, jogadores sem personalidade, e na hora de ir pro pau, ir para o jogo, fica todo mundo pipocando", disse o ex-jogador em entrevista ao Estúdio I, da Globo News.

O  ex-jogador, que conquistou a Copa Sul-Minas pelo Cruzeiro em 2002, disse ainda que com o fim do sonho do hexa, quem sofre é o torcedor. "Agora tá lá todo mundo cheio de dinheiro (jogadores e comissão técnica) e vai para a Europa. Amanhã, depois, sabe quem é que sofre? É o torcedor brasileiro que chora, que rasga camisa, que comprou uma camisa de R$ 700. Tá tudo errado", detonou. 

O Capetinha também apontou outros fatores que podem ter prejudicado o Brasil na sonhada busca pelo hexa. Dentre eles está o excesso de folgas programadas pela comissão técnica de Carlo Ancelotti.

“A gente tinha quatro horas de folga (em 2002). O máximo que a gente fazia era sair para jantar fora do hotel. Agora foram dois dias!? A Copa do Mundo não é brincadeira”, disse Edilson.

Outro ponto levantado pelo ex-jogador está ligado à presença dos familiares e esposas no Mundial. “Na Copa de 2002, nem telefone a gente tinha. Eu sei que é bom ter perto as esposas, mas é Copa, a concentração tem que ser maior”, apontou.

Com a eliminação para a Noruega, o Brasil completará 28 anos sem levantar uma taça até o próximo Mundial.  Esse é a pior marca da história da Seleção em Copas, superando o período entre o tri - em 1970 - e o tetra - em 1994.

Neste atual período, a Amarelinha conviveu com vexames em amistosos e Mundiais, como a derrota por 7 a 1 para a Alemenha, no Mineirão, na Copa realizada no Brasil. 

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