
Um projeto de lei protocolado na quarta-feira (8) na Câmara dos Deputados promete acender um intenso debate no cenário esportivo nacional. A proposta estabelece que apenas jogadores que atuam em clubes do território brasileiro possam ser convocados para defender a Seleção Brasileira. A restrição é válida também para treinadores e integrantes da comissão técnica, englobando as categorias de base e o futebol feminino.
De autoria do deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), o texto abre exceção apenas para a realização de amistosos ou eventos promocionais, desde que previamente autorizados pelo órgão competente. O parlamentar justifica a medida como uma forma de incentivar o fortalecimento do futebol nacional e ampliar a valorização dos profissionais que permanecem no país.
Proibição de patrocínio de apostas amplia debate
Além da mudança drástica nos critérios de convocação da Seleção, o projeto de lei mexe em outra área sensível e bilionária do esporte: o financiamento. O texto propõe restrições severas para acordos comerciais, proibindo expressamente que clubes, federações e confederações firmem ou mantenham contratos de patrocínio, publicidade, naming rights ou qualquer parceria com empresas ligadas a apostas esportivas e jogos de azar.
A matéria agora aguarda o despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que definirá por quais comissões temáticas o projeto deverá tramitar antes de ser votado em plenário.
A reportagem procurou a CBF para se posicionar sobre o caso e aguarda retorno.
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