
Aos 21 anos, Samuel Neufeld segue consolidando seu espaço no elenco profissional do Itambé Minas. Com 2,04m de altura e formação construída desde as categorias de base do clube, o oposto paranaense percorreu um caminho marcado por títulos, premiações individuais e convocações para a Seleção Brasileira que ajudaram a moldar seu perfil dentro e fora de quadra.
Natural de Curitiba (PR), Samuel fez toda a transição do Infantojuvenil até a equipe principal vestindo a camisa minastenista. Nesse período, disputou competições nacionais e internacionais, passou por duas edições da Superliga B e acumulou experiências em Mundiais de base e torneios continentais, fatores que contribuíram diretamente para seu processo de amadurecimento no voleibol de alto rendimento.
Vivendo um momento de maior regularidade e após renovar contrato com o clube, o oposto conversou com o jornal Hoje em Dia sobre a atual fase da carreira, a evolução dentro do time profissional e as expectativas individuais e coletivas para a sequência da temporada.
Você chegou ao time profissional do Minas em 2023, após uma trajetória vitoriosa nas categorias de base. Como foi esse processo de transição para o alto nível do voleibol profissional?
Fui efetivado no time profissional do Minas em 2023. Antes disso, eu já tinha algumas aparições esporádicas, era relacionado para alguns jogos, e acredito que toda a trajetória que tive na base do clube favoreceu muito essa transição. As boas performances nos campeonatos que disputamos com as categorias de base certamente facilitaram bastante esse processo.
Vivendo agora sua terceira temporada como profissional do clube, o quanto você sente que evoluiu desde a sua estreia no elenco principal?
Sinto que estou evoluindo a cada dia, a cada jogo. Tem sido uma experiência muito legal. Esta já é a segunda temporada em que tenho bastante oportunidade, estou conseguindo jogar de verdade, participar de vários jogos, e isso tem sido muito importante para mim. Nessa idade, com 21 anos, a gente precisa jogar bastante, passar por diferentes situações, criar experiências e, assim, evoluir. Tem sido um período muito importante e muito positivo.
Ao longo das categorias de base do Minas você acumulou títulos e premiações individuais, como o prêmio de melhor jogador do CBI. De que forma essas conquistas ajudaram a construir sua confiança para o profissional?
Acho que essas conquistas e títulos que tive na base ajudam, sim, a chegar mais confiante ao adulto. Mas acredito que, quando você chega ao profissional, entra em outro mundo do vôlei e acaba deixando isso um pouco para trás. Até chegar ao adulto, eu era o Samuel campeão do CBI, melhor jogador e tudo mais. Quando você chega ao profissional, meio que reseta tudo. Você volta a ser só o Samuel de novo. Então é legal, mas acho que é virar a página.
A experiência com a Seleção Brasileira, disputando Mundiais Sub-19 e Sub-21 e conquistando o Sul-Americano Sub-21, impactou de que maneira sua postura e desempenho no Minas?
Essas experiências com a Seleção, principalmente nas categorias de base, são sempre muito marcantes. Para quem é novo, fazem muita diferença. A primeira experiência que tive foi no Mundial Sub-19, no Irã, e foi algo que virou várias chaves na minha vida.
Isso deixa um gostinho de “quero mais”, aquela sensação de que é isso que você quer para a vida inteira. Com certeza, isso faz você ficar mais focado, mais dedicado e com vontade de viver mais momentos assim, evoluir cada vez mais e buscar sempre melhorar.
Você disputou duas edições da Superliga B antes de ganhar mais espaço no elenco principal. O que essas competições te ensinaram e como elas te prepararam para a Superliga?
Vejo isso como algo de extrema importância. Para atletas jovens, quanto mais você puder jogar, melhor. Passar por situações de jogos pesados, jogos em que você precisa resolver, partidas de alto nível. Adquirir essa experiência é fundamental. Para quem está subindo agora e ainda é jovem, isso faz muita diferença no processo de crescimento.
Nesta temporada, você tem se destacado com a camisa do Minas. Quais aspectos do seu jogo você acredita que mais evoluíram para alcançar esse bom momento?
Acredito que, fisicamente, eu tenha tido uma evolução muito boa. Cresci bastante nesse aspecto, e isso tem feito muita diferença. Mas, dentro de jogo também sinto que evoluí. Já faz praticamente um ano que venho jogando com regularidade.
Neste ano, participei da seleção de base, disputei a Universíade, na Alemanha, e também joguei o Pan-Americano, no Paraguai, onde fomos campeões e acabei sendo eleito o melhor jogador. Todas essas experiências têm contribuído muito para o meu jogo e me fazem crescer ainda mais.
Após amadurecer bastante nas últimas temporadas e renovar com o clube, quais são seus principais objetivos pessoais e coletivos para a sequência da carreira no Minas?
Acredito que o nosso time tem um potencial muito grande nesta temporada. É um grupo muito bom de se trabalhar. Todo mundo está muito focado em vencer, subir na tabela e conquistar títulos. Acho que começamos um pouco abalados depois do Campeonato Mineiro, que perdemos para o Cruzeiro, e da Supercopa, que também perdemos para o Cruzeiro.
Isso acabou afetando a confiança da equipe e demoramos um pouco para nos reestruturar. O primeiro turno ficou abaixo do esperado, mas agora o time já está mais ajustado e rendendo da forma que se espera. Estamos jogando bem e vamos buscar títulos. Temos Copa do Brasil, Sul-Americano de Clubes e Superliga, e queremos brigar pela Tríplice Coroa.
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