
Nascido em Dallas, nos Estados Unidos, Vitaliy Kondratov Guimarães construiu a carreira em um ambiente internacional e atualmente representa o Minas Tênis Clube nas principais competições nacionais. Filho de mãe russa e pai brasileiro, o ginasta de 25 anos reúne experiências em diferentes centros de treinamento e soma resultados dentro e fora do país.
A formação esportiva aconteceu nos Estados Unidos, onde defendeu a Universidade de Oklahoma e disputou a NCAA. No período, conquistou medalhas por equipes e no solo, além do título do individual geral da Winter Cup, em 2022, resultado que ampliou sua presença em competições de maior nível.
Desde que passou a competir pelo Minas, em 2024, Vitaliy acumulou resultados no cenário nacional, com títulos no Troféu Brasil e pódios em campeonatos brasileiros. Especialista no solo e no individual geral, ele mantém a rotina de treinos fora do país, mas representa o clube mineiro nas competições oficiais.
Com participação prevista no Campeonato Pan-Americano, que será disputado no Rio de Janeiro, o atleta destaca a possibilidade de atuar diante da torcida brasileira como um dos próximos passos na carreira. Em entrevista ao Hoje em Dia, detalhou a trajetória, o período de adaptação e os objetivos no cenário internacional.
Você nasceu em Dallas, tem raízes russas e brasileiras e construiu parte da carreira nos Estados Unidos. Como essa mistura cultural influenciou sua formação como atleta e sua forma de enxergar a ginástica?
Como cresci dentro do ginásio, tive contato com diferentes influências ao longo da minha formação, principalmente dos estilos brasileiro, russo e americano. Meu treinador, Vladimir Artemev, foi campeão soviético, e o filho dele, Alexander Artemev, também teve uma carreira de destaque pelos Estados Unidos e segue sendo meu ídolo. Esse convívio diário com referências diferentes contribuiu muito para a minha formação.
Sua passagem pela Universidade de Oklahoma e pelo circuito da NCAA trouxe resultados importantes. O que você trouxe de aprendizado do esporte universitário americano que hoje faz diferença no seu desempenho pelo Minas?
Durante minha passagem pela NCAA, aprendi principalmente sobre a importância do trabalho em equipe. Entendi melhor como lutar por um objetivo em comum, sem deixar de lado as metas individuais. Quando esses objetivos estão alinhados, o resultado tende a ser positivo tanto para o atleta quanto para a equipe.
Em 2022, você conquistou o título do individual geral na Winter Cup, uma competição fortíssima nos Estados Unidos. Que impacto aquele resultado teve na sua carreira e na sua confiança como ginasta?
A conquista da Winter Cup em 2022 me trouxe mais motivação e confiança. Foi importante para mostrar que sou capaz de competir com alguns dos melhores ginastas dos Estados Unidos, que também estão entre os melhores do mundo.
Desde a sua chegada ao Minas Tênis Clube, em 2024, você acumulou medalhas importantes no cenário nacional. Como tem sido essa adaptação ao Brasil e qual o papel do clube na sua evolução recente?
O Minas teve um papel importante nas conquistas que alcancei, tanto individuais quanto pelo clube. Recebo suporte de profissionais como psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, além do trabalho com os treinadores e da convivência com os companheiros de equipe. Isso tem ajudado bastante no meu desenvolvimento.
Você tem se destacado especialmente no solo, com títulos no Troféu Brasil e medalha no DTB Pokal 2026. O que faz desse aparelho um dos seus pontos fortes e onde você ainda busca evoluir?
O solo sempre foi um dos aparelhos que mais gosto de treinar e competir. Por isso, procuro usá-lo como um dos meus pontos fortes. Ainda busco evoluir, principalmente na nota de partida, mas também sigo trabalhando na execução para deixar a série mais limpa.
Você já conquistou resultados expressivos tanto no Brasil quanto fora dele. Como você enxerga hoje o seu nível competitivo em relação à elite mundial da ginástica artística?
Acredito que meu nível competitivo possa estar próximo da elite, mas ainda tenho trabalho a fazer para me consolidar entre os melhores do mundo.
Morando entre culturas e competindo em alto nível, quais são seus próximos objetivos na carreira? A gente pode sonhar com você representando o Brasil em grandes competições internacionais, como Mundiais ou Jogos Olímpicos?
Meus próximos objetivos incluem a disputa do Campeonato Pan-Americano, que será realizado no Rio de Janeiro. Acho que será uma oportunidade importante de representar o Brasil diante da torcida. Também tenho como meta competir em futuras Copas do Mundo, campeonatos mundiais e, se possível, nos Jogos Olímpicos.
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