
O sinal de alerta no América atingiu o nível mais elevado na Série B do Campeonato Brasileiro. Após o empate por 1 a 1 com o Londrina, na segunda-feira (13), no Independência, o Coelho passou a ter 95,2% de probabilidade de rebaixamento para a Série C, de acordo com atualização do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O percentual é o maior da competição e coloca a equipe mineira ao lado da Ponte Preta na liderança do risco de descenso.
A igualdade diante do Londrina manteve o América na última colocação da Série B, com apenas sete pontos conquistados em 17 rodadas. O resultado também ampliou o jejum de vitórias para 26 dias. O último triunfo foi em 17 de junho, contra o Fortaleza. A distância para deixar a zona de rebaixamento é de 12 pontos, já que o próprio Londrina, primeiro clube fora do Z4, ocupa a 16ª posição com 19 pontos.
Os cálculos da UFMG, indicam que a marca estimada para disputar a permanência na Série B é de 43 pontos. Mesmo assim, uma equipe que termina a competição com essa pontuação ainda apresenta 31,6% de chance de rebaixamento. Para reduzir o risco a 7,1%, a projeção aponta a necessidade de alcançar 45 pontos. Com apenas sete somados até agora, o América precisará de um aproveitamento equivalente ao das equipes que brigam na parte de cima da tabela para evitar a queda.
Na tentativa de mudar o cenário, a diretoria intensificou a reformulação do elenco desde a chegada do técnico Umberto Louzer. O clube anunciou oito reforços na atual janela de transferências: o goleiro Bruno Brígido, o zagueiro Luca Sosa, o lateral-esquerdo Tobías Ostchega, o lateral-direito Alex Silva, o volante Jorge Jiménez, o meio-campista Gabriel Domingos e os atacantes Rodrigo Piñeiro e Guilherme Parede.
Alex Silva e Guilherme Parede fizeram a estreia no empate com o Londrina. Além das contratações, o América também promoveu saídas no elenco e ampliou a busca por atletas no mercado sul-americano na tentativa de reagir nas rodadas restantes da Série B.
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