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Rodamos Doom no Z Fold 8, sem fazer gambiarra

Clássico dos games, Doom se tornou uma espécie de validação de qualquer aparelho com tela e conferimos como é jogar no dobrável da Samsung

Marcelo Jabulas@garagemdojabulas
Publicado em 13/08/2026 às 13:19.
 (Foto: Marcelo Jabulas)
(Foto: Marcelo Jabulas)

Doom virou uma espécie de teste informal para medir até onde vai a criatividade dos fãs de tecnologia. Desde que o jogo da id Software chegou aos computadores, em 1993, já apareceu rodando em calculadoras, impressoras, relógios, termostatos, geladeiras, máquinas de ultrassom e até em uma escova de dentes. A brincadeira ganhou até uma versão experimental executada como circuito quântico.

Agora é possível levar a piada para um dispositivo que, ao contrário de uma torradeira, tem potência de sobra: o Galaxy Z Fold 8. O dobrável da Samsung tem tela interna de 7,6 polegadas, resolução de 2.184 x 1.968 pixels e processador Snapdragon 8 Elite Gen 5. Ou seja, se a ideia é rodar Doom, não será exatamente um desafio para o hardware.

A graça está em fazer o jogo funcionar de um jeito que lembre as antigas gambiarras dos entusiastas de PC. No Android, uma das alternativas é usar um emulador como o FullRoid, disponível na Play Store como “One Emulator for Game Consoles”. O aplicativo permite localizar arquivos de jogos, criar estados de salvamento e utilizar controles virtuais ou acessórios Bluetooth.

O primeiro passo é instalar o aplicativo e configurar uma pasta para os jogos. Depois, basta apontar o emulador para esse diretório e deixar que ele faça a varredura dos arquivos compatíveis. No caso do Doom, existem diferentes caminhos: é possível utilizar uma versão compatível com o sistema escolhido ou recorrer à versão lançada para Super Nintendo, que transforma o Fold 8 em uma espécie de console portátil de 16 bits, assim como a edição para Game Boy Advance, que também oferece excelente resultado.

É aí que entra outra brincadeira interessante. O mesmo aplicativo pode ser usado para rodar jogos de Super Nintendo. A biblioteca de ROMs pode incluir títulos como Super Mario World, F-Zero, The Legend of Zelda: A Link to the Past e o próprio Doom, desde que o usuário utilize cópias dos jogos que tenha direito de usar. O FullRoid oferece suporte à varredura de ROMs e controles personalizados.

No caso do Fold 8, a tela aberta muda completamente a experiência. Em vez de jogar com o telefone fechado e uma pequena área de visualização, o usuário pode abrir o aparelho como um miniportátil. Para jogos de SNES, os controles virtuais ficam nas laterais da imagem, enquanto a proporção quase quadrada da tela interna aproveita melhor o formato original dos jogos.

Também é possível conectar um controle Bluetooth e transformar o Fold 8 em um console retrô improvisado. A vantagem é que a tela grande permite visualizar os jogos com mais conforto, enquanto o hardware atual sobra para emular sistemas antigos.

E existe uma ironia nisso tudo: Doom nasceu em uma época em que computadores com poucos megabytes de memória eram considerados máquinas poderosas. Três décadas depois, o jogo pode ser executado em um smartphone dobrável cuja capacidade de processamento é muitas ordens de grandeza superior à do PC que popularizou o gênero.

No fim, a pergunta já não é mais se o Galaxy Z Fold 8 consegue rodar Doom. A tradição estabelecida pelos fãs é outra: descobrir em que dispositivo ainda não conseguiram colocar Doom para funcionar.

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