
Os gastos com o gás de cozinha pesam cada vez mais no orçamento familiar. Nos últimos dois meses, foram quatro aumentos autorizados pela Petrobrás, segundo o site Mercado Mineiro. Além disso, o consumidor que não pesquisar pode pagar até 65% mais caro, como é o caso do botijão de 13 kg, quando adquirido no local de venda, foi encontrado a R$55 e também a R$91. No caso de entrega, a variação é de 46%, sendo o menor preço R$62 e o maior R$91. O vasilhame foi encontrado a R$100 e também a R$180, variação de 80%.
Já o cilindro de 45Kg, que pode custar entre R$226 e R$363, registrou variação de 60%, quando comprado direto do fornecedor. O produto para entrega apresentou variação de 46%, custando entre R$250 e R$365. Se o consumidor quiser o vasilhame, pode pagar de R$200 até R$400, uma variação de 100%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de outubro, em 102 estabelecimentos de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Segundo Feliciano Abreu, economista do site Mercado Mineiro, a grande variação é motivada principalmente pela alta de preços. "Algumas revendedoras têm estoque antigo e quem tem estoque antigo tem preço mais razoável", explica.
O economista destaca também que a alta do gás interfere no preço das refeições. "Quem almoça na rua também já está sentindo o aumento. A reclamação é geral", afirma.
Gás de cozinha aumenta quase 10% nos últimos quatro meses
O estudo revelou ainda aumento de preços em relação à pesquisa realizada em junho de 2017. O botijão de 13Kg para entrega passou de R$ 66,84 para R$73,22, um aumento de 9,55%. Quando comprado no local, o produto subiu de R$ 61,15 para R$67,05, alta de 9,65%.
Já o cilindro de 45Kg, com reajuste de 6,72%, passou de R$ 283,27 para R$302,30. Direto com revendedor, subiu de R$ 283,27 para R$286,92, aumento de 5,78%
Há um ano, o consumidor pagava em média R$ 58,80 em um botijão de 13kg e R$ 255,56 em um cilindro de 45 kg.
Feliciano considera o aumento um dos mais significativos nas pesquisas do site. "Sempre realizamos pesquisa de preço de gás de cozinha de três em três meses e, quando era registrada alguma alta, era de meio por cento. Em 17 anos, é a primeira vez que registramos um aumento mais significativo", revela.