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Mater Dei inaugura primeiro centro voltado à saúde cognitiva e envelhecimento cerebral em Minas

Iniciativa oferece abordagem integrada para prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de demências, incluindo acesso a terapias para Alzheimer

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 05/02/2026 às 12:58.Atualizado em 05/02/2026 às 13:08.
 (Divulgação/ Rede Mater Dei)
(Divulgação/ Rede Mater Dei)

A Rede Mater Dei inaugurou na unidade Santo Agostinho, em Belo Horizonte, o primeiro centro de referência em Minas Gerais dedicado exclusivamente à saúde cognitiva e ao envelhecimento cerebral. Batizado de Centro Integrado de Memória e Envelhecimento (Cime), a iniciativa tem como missão ajudar pacientes a compreenderem melhor suas funções mentais, prevenir perdas de memória e proporcionar um envelhecimento com mais autonomia, lucidez e qualidade de vida. 

O serviço personalizado reúne avaliação médica especializada, neuropsicologia, exames avançados de imagem e a possibilidade de realização de biomarcadores (líquor e PET-amiloide), além de discussão multidisciplinar dos casos.

De acordo com o neurologista e um dos coordenadores do Cime,  Henrique Dutra, o serviço foi concebido como um centro especializado em saúde cerebral e desempenho cognitivo, não apenas como um ambulatório de neurologia geral. 

“Nosso diferencial está no modelo integrado. Reunimos, em um único fluxo, toda a estrutura necessária para oferecer diagnósticos mais precisos, planos de cuidado personalizados e, quando indicado, acesso a terapias inovadoras. O foco não é apenas tratar doenças, mas promover longevidade cognitiva, autonomia e qualidade de vida”, explica.

O Cime estrutura sua atuação em três frentes fundamentais: a prevenção de fatores de risco modificáveis na fase pré-demência, o diagnóstico precoce e ágil e o tratamento individualizado de transtornos cognitivos em diferentes estágios. 

O centro também oferece a aplicação do Donanemabe, terapia para a Doença de Alzheimer em fases iniciais. O medicamento atua reduzindo o acúmulo de beta-amiloide no cérebro, proteína relacionada ao desenvolvimento da doença.

“Não é um medicamento para todos os pacientes. Ele é indicado apenas para pessoas com Alzheimer inicial, após confirmação diagnóstica por exames específicos e avaliação criteriosa de elegibilidade. No Cime, todo esse processo é feito com acompanhamento rigoroso, desde a seleção do paciente até o monitoramento durante o tratamento”, explica o coordenador. 

O médico destaca ainda que o objetivo é ajudar famílias a entenderem a doença, se organizarem melhor no dia a dia e reduzirem a sobrecarga emocional, promovendo um cuidado “mais humano, informado e sustentável”.

“A tarefa da família é árdua e o empenho de todos é muito importante. Devemos criar estruturas flexíveis capazes de acomodar as mudanças necessárias e de nutrir o bem-estar e crescimento de cada um dos envolvidos”, reforça.

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