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Venda de linguiça dobra e impulsiona o mercado de carne suína no país

Embutido vira alternativa estratégica para o bolso do consumidor diante da alta nos cortes bovinos

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 15/06/2026 às 10:41.
 (suinco.com.br/Reprodução)
(suinco.com.br/Reprodução)

A combinação de futebol, amigos, família e churrasco é uma das tradições mais consolidadas no Brasil. No entanto, dados recentes da empresa de inteligência de mercado Scanntech revelam um comportamento específico do consumidor: as vendas de linguiça nos supermercados dobram nas duas horas que antecedem as partidas da Seleção Brasileira. Com a queda do poder de compra, o embutido tornou-se um produto estratégico para fazer o churrasco render por mais tempo, já que os cortes bovinos acumulam altas acima da inflação.

Além do custo-benefício no varejo, o produto integra um setor que bate recordes consecutivos e coloca o país entre os maiores exportadores mundiais de proteína suína. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) constatam que o consumo per capita de carne suína no Brasil avançou 35% nos últimos quinze anos. Em 2010, eram consumidos 14 quilos por habitante ao ano. Em 2025, o índice chegou a 19 quilos por brasileiro. Para este ano, o setor projeta uma nova expansão de cerca de 2,5%.

Minas Gerais acompanha o cenário nacional de crescimento. A oferta de carne suína no mercado interno do país saltou de 3,952 milhões de toneladas em 2024 para aproximadamente 4,060 milhões em 2025. A projeção para 2026 prevê uma nova alta, com a estimativa de 4,150... milhões de toneladas destinadas às gôndolas nacionais.

“São números que confirmam a consolidação da proteína suína na dieta do brasileiro e demonstram o crescimento exponencial do setor ao longo dos anos. De forma sustentável, podemos dizer que a carne de porco se tornou uma commodity relevante para a balança comercial do país", analisa Bruno Silva, gerente Comercial da Suinco, maior cooperativa processadora de carne suína de Minas Gerais.

Sabor, conveniência e preços competitivos

Dentro da indústria de processados, a linguiça ocupa posição de destaque ao lado do presunto e da mortadela, representando a maior parte do volume produzido para o mercado interno. Segundo a gerência comercial da Suinco, o preparo rápido e fácil atende diretamente o comportamento de um consumidor que busca sabor, conveniência e custo-benefício.

O cenário macroeconômico também favorece essa escolha. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que, no início de 2026, o preço da carcaça suína atingiu o menor patamar real desde abril de 2024, quando deflacionado pelo IPCA. Na comparação anual registrada em fevereiro deste ano, houve uma queda de 22% no preço da carcaça, o que posicionou a proteína de porco como a alternativa mais barata entre as carnes negociadas no varejo.

De acordo com o setor produtor, o valor competitivo nas prateleiras se soma ao fator nutricional do alimento, justificando a presença cada vez mais frequente da proteína na mesa e nas celebrações dos brasileiros.

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