violência

Adolescente agredido em briga no DF morre após 16 dias internado

Caso teve repercussão nacional e agressor está preso

Agência Brasil
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 07/02/2026 às 13:48.
 (Sinpol/DF)
(Sinpol/DF)

O adolescente, de 16 anos, agredido por um piloto de automobilismo, de 19 anos, morreu neste sábado (7) após 16 dias internado em um hospital do Distrito Federal (DF). O agressor está preso na Papuda.

O caso ganhou repercussão nacional. Inicialmente, acreditava-se que a briga teria sido motivada pelo lançamento de um chiclete contra a vítima, mas o advogado do adolescente, Albert Halex, tem defendido em entrevistas à imprensa que a agressão foi motivada por ciúmes envolvendo uma ex-namorada de um amigo do agressor.

O Colégio Vitória Régia, no qual o jovem estudava, informou nas redes sociais que foi confirmada a morte cerebral do adolescente, que “deixa uma história, marcas de afeto e memórias que permanecerão vivas entre nós”.

O Grupo Escoteiro Águas Claras, do Distrito Federal, também lamentou a morte do jovem.

“É com muita tristeza em nossos corações que comunicamos o falecimento do jovem Rodrigo, antigo membro do Grupo Escoteiro Águas Claras”, informou a entidade.

O agressor chegou a ser preso em flagrante após a briga, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 24 mil e passou a responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade. No entanto, voltou a ser preso no último dia 30 de janeiro.

A nova prisão foi autorizada após a polícia apresentar provas de que o investigado estaria envolvido em outros casos de agressão. Em um deles, ele teria usado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.

Nessa quinta-feira (5), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou habeas corpus protocolado pela defesa do piloto. Com isso, ele deve permanecer preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília.

A morte do adolescente foi confirmada pela vice-governadora do DF, Celina Leão, que lamentou a partida precoce do jovem.

“A partida precoce de um jovem fere não apenas quem o amava, mas toda a sociedade”, comentou em uma rede social.

No pedido de habeas corpus, a defesa contestou a decretação da prisão pela primeira instância e afirmou que o acusado tem residência fixa, não tentou fugir e colaborou com as investigações.

Segundo os advogados, a prisão se baseou em vídeos publicados na internet, sem contraditório e validação judicial. A defesa também alegou que o acusado teme por sua segurança em razão da exposição midiática do caso.

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