Após Trump cogitar operação militar na Colômbia, Petro avalia resposta a 'ameaça legítima'
Presidente colombiano rebate críticas de líder norte-americano e defende soberania nacional diante de escalada de tensão

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira (5) que analisará detalhadamente as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de responder formalmente ao que classificou como uma "ameaça ilegítima". A tensão diplomática escalou após Trump sugerir que uma operação militar contra o país sul-americano "soava bem".
Em publicações nas redes sociais, Petro questionou as traduções das falas de Trump divulgadas pela imprensa e exigiu o fim de calúnias contra sua trajetória. O líder colombiano, primeiro presidente de esquerda da história do país, rebateu as críticas de Trump, que o chamou de "homem doente" e o acusou de favorecer a produção de cocaína.
Declarações a bordo do Air Force One
As falas de Trump ocorreram na noite de domingo (4), a bordo da aeronave oficial. Conforme agências de notícias internacionais, o republicano intensificou a pressão sobre o governo colombiano, que já sofre sanções dos EUA desde outubro de 2025. Ao ser questionado sobre uma possível ação militar, Trump demonstrou abertura à ideia, o que gerou forte reação em Bogotá.
Petro também direcionou críticas ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O presidente colombiano afirmou que qualquer tentativa de cooperação direta dos EUA com o exército da Colômbia, ignorando sua autoridade como comandante supremo das Forças Armadas, viola a Constituição do país.