
O balanço das ofensivas militares realizadas pelos Estados Unidos e por Israel contra o território do Irã aponta um cenário devastador. Segundo dados da Hrana (Human Rights News Agency), os ataques iniciados no último sábado (28) já resultaram em 742 mortes confirmadas e deixaram 971 feridos. Outros 624 óbitos ainda estão sob investigação da organização de direitos humanos.
Entre as mortes, a Hrana contabiliza 176 crianças. O caso mais grave ocorreu na cidade de Minab, no sul do país, onde uma escola primária foi atingida. Imagens de satélite e vídeos das redes sociais, verificados por agências internacionais, confirmam a destruição do prédio escolar, situado próximo a uma unidade da Guarda Revolucionária.
Operações e alvos militares
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) informou ao jornal The New York Times que apura o episódio envolvendo possíveis danos a civis, enquanto as Forças de Defesa de Israel declararam não possuir informações sobre operações na área da escola atingida. No total, a ONG identificou 28 pontos bombardeados, incluindo uma mesquita em Karaj, prédios governamentais em Rey e zonas residenciais na capital, Teerã.
Crise diplomática e militar
A escalada do conflito, motivada por tensões sobre o programa nuclear iraniano, intensificou-se com a confirmação da morte de Khamenei. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, prometeu uma retaliação histórica, classificando a vingança como um direito legítimo. Do outro lado, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que as operações continuarão por tempo indeterminado e que qualquer reação será respondida com uma força nunca antes vista.