RISCO DESCARTADO

Autoridades reforçam que morte por hantavírus em MG é 'caso isolado', sem relação com surto em navio

Ministério da Saúde mantém monitoramento constante da doença que registrou tendência de queda

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 10/05/2026 às 14:12.
Contaminação de humanos acontece principalmente pela inalação de partículas suspensas no ar provenientes de fezes secas dos animais. (Pixabay/Divulgação)
Contaminação de humanos acontece principalmente pela inalação de partículas suspensas no ar provenientes de fezes secas dos animais. (Pixabay/Divulgação)

Não há motivo para alarde após a primeira morte por hantavírus ser confirmada em Minas, neste domingo (10). A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) afirma que o caso é "isolado". Ou seja, não tem relação com surto em passageiros de um navio que passou pela América do Sul. Além disso, o Ministério da Saúde reforça que o risco global de disseminação da doenal permanece baixo, segundo avaliação da própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

O paciente que morreu em Minas é um homem, de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Ele apresentava histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. A infecção foi confirmada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).

"As infecções por hantavírus ocorrem principalmente em áreas rurais, geralmente associadas a atividades ocupacionais ligadas à agricultura e ao contato com ambientes infestados por roedores silvestres", informou a SES-MG.

Já o Ministério da Saúde informou não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil - variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que está em circulação no navio. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas. Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, e nenhuma transmissão entre pessoas.

No ano passado, o Brasil registrou 35 casos da doença. Em 2026, até o momento, sete casos foram confirmados. "O Ministério da Saúde mantém vigilância contínua em todo o território nacional, com ações de controle ambiental, orientação à população e monitoramento epidemiológico", diz a pasta federal.

Veja medidas de prevenção, especialmente em áreas rurais

  • Manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores;
  • Dar destino adequado ao lixo e entulhos;
  • Manter terrenos limpos e roçados ao redor das residências;
  • Não deixar ração animal exposta;
  • Retirar diariamente restos de alimentos de animais domésticos;
  • Enterrar o lixo orgânico a pelo menos 30 metros das construções;
  • Evitar plantações muito próximas das residências, mantendo distância mínima de 40 metros;
  • Ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões, armazéns e depósitos;
  • Umedecer o chão com água e sabão antes da limpeza desses ambientes, evitando varrer a seco.

Leia mais:

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por