InfoDengue-Mosqlimate

Brasil deve registrar 1,8 milhão de casos, com pico em SP e MG, aponta pesquisa

Do total previsto, 54% (536.778) dos casos devem ocorrer em São Paulo e 10% (274.602) em Minas Gerais

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 31/03/2026 às 14:29.Atualizado em 31/03/2026 às 14:48.
Brasil deve registrar 1,8 milhão de casos, com pico em SP e MG (Divulgação/Fiocruz)
Brasil deve registrar 1,8 milhão de casos, com pico em SP e MG (Divulgação/Fiocruz)

O Brasil deve registrar cerca de 1,8 milhão de casos prováveis de dengue na temporada 2025-2026, segundo projeção do InfoDengue-Mosqlimate. Do total previsto, 54% (536.778) dos casos devem ocorrer em São Paulo e 10% (274.602) em Minas Gerais.

Apesar de o cenário ainda indicar padrão epidêmico, a magnitude esperada é menor do que a observada em 2024, ano em que o país ultrapassou 6,5 milhões de notificações.

De acordo com o relatório técnico, o modelo estatístico do tipo ensemble — que combina diferentes métodos e abordagens de previsão para aumentar a precisão das estimativas — estima os casos no período entre 3 outubro de 2025 e 5 outubro de 2026. 

Dados do painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde (MS) mostram que, em 2026, o Brasil já soma mais de 175 mil casos prováveis. Em 2025, foram mais de 1,6 milhão de registros e 1.821 mortes confirmadas.

O InfoDengue-Mosqlimate é uma iniciativa da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Dados por UF

A análise indica que a maior parte das unidades da federação (UFs) deve registrar picos de incidência inferiores aos da temporada anterior, embora ainda acima da média histórica entre 2019 e 2023.

O comportamento da doença varia entre as regiões. O estudo evidencia que há previsão de aumento da incidência em estados como:

  •     Distrito Federal;
  •     Mato Grosso do Sul;
  •     Minas Gerais;
  •     Santa Catarina; 
  •     Tocantins.

Por outro lado, a tendência aponta redução no:

  •     Acre;
  •     Amapá;
  •     Paraná;
  •     Rio Grande do Sul;
  •     São Paulo.

Nas demais UFs, a expectativa é de estabilidade, com números próximos aos registrados na temporada passada.

Dengue: sintomas e sinais de alerta

Segundo o MS, a dengue consiste em uma doença febril aguda causada por vírus e transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti. Em geral, apresenta evolução autolimitada, mas pode evoluir para formas graves e levar à óbito.

Os sintomas mais comuns incluem:

  •     Febre alta (39°C a 40°C) de início repentino;
  •     Dor de cabeça;
  •     Dor atrás dos olhos;
  •     Dores musculares e articulares;
  •     Cansaço e prostração;
  •     Náuseas; e
  •     Manchas vermelhas na pele.

Após o período febril, entre o 3º e o 7º dia, é necessário atenção aos sinais de alerta, que indicam possível agravamento do quadro:

  •     Dor abdominal intensa;
  •     Vômitos frequentes;
  •     Tontura ou desmaio;
  •     Dificuldade para respirar;
  •     Sangramentos (nariz, gengivas ou fezes); e
  •     Irritabilidade ou sonolência.

A pasta reforça que ao surgimento dos primeiros sintomas, deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde.

Dengue: como prevenir?

A fim de controlar a doença, o Brasil oferece, desde dezembro de 2023, a vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). 

No entanto, a principal forma de prevenção consiste no combate ao mosquito transmissor, com a eliminação de água parada em recipientes como caixas d’água, pneus, garrafas e vasos de plantas.

*com informações do Brasil 61

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