Câncer de intestino: sinais, fatores de risco e tratamento da doença que Chico Pinheiro enfrentou
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é um dos tipos mais comuns em todo o mundo

Enquanto entrevistava o cantor Zeca Baleiro, o ex-âncora do Bom Dia Brasil, Chico Pinheiro, revelou ter enfrentando um câncer de intestino. O comunicador falou sobre o diagnóstico recebido e decidiu expor o caso ao relembrar que sempre escutava o músico no hospital. O relato do jornalista sobre os dias na UTI durante o tratamento serve de alerta para o tumor que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é um dos mais comuns em todo o mundo.
Conhecida tecnicamente como câncer colorretal, a enfermidade abrange os tumores que se iniciam no intestino grosso, chamado cólon, e no reto (15-12cm finais do intestino, imediatamente antes do ânus). Também é conhecido como câncer de cólon.
Conforme o Inca, é tratável e, na maioria dos casos, curável ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.
Alguns dos fatores de risco
- idade igual ou acima de 50 anos,
- inatividade física,
- excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade)
- alimentação pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras.
- Consumo de carnes processadas (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame, entre outras)
- ingestão excessiva de carne vermelha.
Ainda conforme o Inca, o câncer de intestino também pode estar relacionado a condições de trabalho. Exposições a substâncias como o amianto/asbesto, radiações ionizantes (raios X e gama) e a realização de trabalho em turnos noturnos podem aumentar o risco de desenvolver a doença.
O trabalho noturno, por sua vez, altera o ritmo natural do corpo, desregulando a produção de hormônios e prejudicando os processos de recuperação do organismo, tornando o trabalhador mais vulnerável ao câncer de intestino.
Considerando essas exposições, algumas ocupações apresentam maior risco, como profissionais da construção civil, da radiologia, da medicina nuclear, bombeiros, trabalhadores da indústria naval, da aviação, caminhoneiros e outros que realizam turnos noturnos.
Como se prevenir
A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino. Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana.
Segundo o Inca, esse padrão de alimentação é rico em fibras e, além de promover o bom funcionamento do intestino, também ajuda no controle do peso corporal. O consumo de laticínios (leite, queijo e iogurte), como parte do padrão de uma alimentação saudável, também contribui para a prevenção desse tipo de câncer. Outra orientação do instituto é não fumar. E caso seja fumante, “parar o quanto antes”.
Qual o tratamento
O tratamento do câncer colorretal é personalizado, conforme as necessidades do paciente. Estão incluídas cirurgia para a remoção do tumor, quimioterapia e radioterapia. Nos casos em que o procedimento cirúrgico é o mais indicado, tecnologias modernas ajudam o paciente a enfrentar o quadro. Atualmente, hospitais utilizam a cirurgia robótica, que é minimamente invasiva.
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