
Depois que Brasília começou se tornou a primeira cidade brasileira a ter a cobertura da quinta geração de internet móvel, nesta quarta-feira (6), usuários de todo o país começam a se perguntar o que muda a partir de agora.
Os usuários podem esperar grandes mudanças com a nova tecnologia, explica a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel):
- Aumento das taxas de transmissão: maior velocidade;
- Baixa latência: redução do tempo entre o estímulo e a resposta da rede de telecomunicações;
- Maior densidade de conexões: aumento da quantidade de dispositivos conectados em uma determinada área;
- Maior eficiência espectral: incremento da quantidade de dados transmitidos por unidade de espectro eletromagnético; e
- Maior eficiência energética dos equipamentos: redução do consumo de energia, com consequente aumento da sustentabilidade.
Ainda de acordo com a agência, o 5G é o mais recente padrão tecnológico para serviços móveis. Ele oferece altas taxas de transmissão de dados e baixa latência (tempo de resposta).
Diferentemente das mudanças nas gerações passadas (2G, 3G e 4G), o foco desta tecnologia não se resume ao incremento de taxas de transmissão.
A internet de quinta geração vai diversificar conceitos como Internet das Coisas ( Internet of Thing, em inglês - IoT) e aprendizagem de máquina em tempo real, acelerando sua aplicação em setores como segurança pública, telemedicina, educação à distância, cidades inteligentes, automação industrial e agrícola, carros elétricos.
De acordo com a agência, há três principais modos de uso:
- Banda Larga Móvel Avançada: focada em altas velocidades de download e upload, para as novas necessidades do usuário convencional;
- Controle de Missão Crítica: focada em prover conexão com baixíssima latência e altíssima confiabilidade, voltada para aplicações sensíveis a atrasos e erros como carros autônomos, cirurgias remotas, controle remoto de maquinário industrial;
- Internet das Coisas Massiva: focada em atender grande quantidade de dispositivos IoT, com alta cobertura e baixo consumo de bateria, levando a Internet das Coisas a um novo patamar de atendimento.
Você pode até não saber o que é, mas muita gente já usa aparelhos e equipamentos que são integrados com a internet, como Smart TVs, robôs aspiradores de pó, fechaduras inteligentes e até carros. E esta experiência deve melhorar muito.
As operadoras que venceram o leilão devem oferecer o oferecer o 5G standalone, também conhecido como 5G "puro". A infraestrutura deve ser totalmente nova, sem aproveitar a já existente para o 4G.
A expectativa, segundo o Ministério das Telecomunicações, é de que a rede 5G possibilite velocidades a partir de 1 gigabit por segundo (Gbps). Atualmente, a velocidade do 4G varia entre 13 Mbps e 80 Mbps.
Para receber o sinal, o celular deve ser compatível com a frequência de 3,45 GHz (disponível em aparelhos mais novos).
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