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Conselho de Segurança da ONU começa a debater ataque dos EUA à Venezuela

Reunião sob presidência da Somália discute legalidade da operação militar dos EUA e possíveis violações da soberania venezuelana

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 05/01/2026 às 13:10.Atualizado em 05/01/2026 às 14:47.
 (Reprodução/ONU)
(Reprodução/ONU)

O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda-feira (5) em uma sessão de emergência, atendendo a um pedido da Venezuela, para discutir a captura do líder chavista Nicolás Maduro. A operação militar, realizada por forças dos Estados Unidos em solo venezuelano no último sábado, gerou intensos questionamentos sobre a conformidade da ação com o direito internacional e acendeu alertas em governos aliados de Washington quanto à validação de violações de soberania. Esta é a primeira reunião do órgão em 2026, sob a presidência da Somália.

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Durante a abertura, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo, leu uma declaração do secretário-geral António Guterres, que cobrou respeito à independência política dos Estados. “O direito internacional contém instrumentos para abordar questões como o tráfico ilícito de narcóticos e os direitos humanos. Este é o caminho que devemos seguir”, destacou a mensagem de Guterres, enfatizando a proibição do uso unilateral da força.

Reações internacionais e o posicionamento do Brasil
A delegação da Colômbia condenou veementemente a ação, citando bombardeios contra alvos civis e militares e classificando o ato como uma agressão direta à Carta da ONU. A Rússia, representada pelo embaixador Vasily Nebenzya, exigiu a libertação imediata de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, definindo o caso como um "sequestro" de um presidente legitimamente eleito. Potências como a China, além de nações latino-americanas como México, Uruguai e Chile, também rejeitaram qualquer tentativa de controle externo sobre a Venezuela.

Embora não ocupe uma cadeira no Conselho de Segurança atualmente, o Brasil solicitou autorização para se pronunciar. O embaixador Sergio Danese deve reforçar a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que condenou publicamente a ofensiva norte-americana. A União Europeia, por sua vez, adotou um tom de cautela, pedindo "calma e moderação" a todas as partes envolvidas.

Julgamento em Nova York e vácuo de poder em Caracas
O encontro diplomático na sede das Nações Unidas ocorre a poucos metros do tribunal federal onde Maduro e Cilia Flores serão apresentados a um juiz ainda hoje. O casal deverá responder formalmente às denúncias e indicar se se declara culpado ou inocente. A expectativa jurídica é que o magistrado decrete a prisão preventiva de ambos até o julgamento.

Em Caracas, a saída de Maduro do poder rompe o equilíbrio do grupo que comandava o país desde 2013, composto por Maduro, Cilia, Jorge Rodríguez, Diosdado Cabello e a agora presidente interina, Delcy Rodríguez. Diplomatas em exercício na capital venezuelana observam com incerteza o futuro da sucessão, destacando que Maduro era a figura central que garantia a coesão entre as lideranças do chavismo.

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