Defesa de Buzzi apresenta laudo de disfunção erétil para contestar acusação de importunação sexual
Documentos foram apresentados pela defesa do magistrado para contestar a primeira denúncia, de uma jovem de 18 anos

A defesa de Marco Buzzi, ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde o início deste ano por acusações de importunação sexual, apresentou um laudo médico de disfunção erétil ao processo que apura as denúncias. De acordo com informações divulgadas pelo Metrópoles nesta terça-feira (7), os documentos foram anexados para contestar um dos relatos contra o magistrado.
O laudo com a data de fevereiro deste ano indica que o ministro apresenta disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido e hipogonadismo (condição em que os testículos produzem quantidade insuficiente de testosterona e/ou espermatozoides).
Segundo a defesa de Buzzi, os documentos contestam a versão da primeira acusação contra o ministro. A denunciante, uma jovem de 18 anos filha de um casal de amigos do ministro, disse ter sido importunada sexualmente durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC). Na ocasião, de acordo com o relato, ela percebeu que o magistrado estaria com o pênis ereto enquanto tentava segurá-la.
Após a repercussão da denúncia da jovem de 18 anos, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi também relatou ter sido alvo de assédio sexual, desta vez no contexto de seu trabalho como magistrado.
Buzzi também é alvo de um procedimento no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa o caso na esfera criminal. Por ser ministro do STJ, ele tem foro privilegiado no STF. Desde o surgimento das acusações, a defesa do ministro sustenta que o magistrado não cometeu qualquer ato impróprio e que isso será provado no decorrer da investigação.
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