
O embaixador da Copa do Mundo do Catar e ex-jogador de futebol, Khalid Salman, definiu a homossexualidade como "pecado' e disse que os gays têm "problemas de saúde mental".
Segundo a emissora britânica SBS News, após a fala discriminatória, um porta-voz da Fifa interrompeu a entrevista. Em nota, de acordo com o canal, o comitê organizador do torneio defendeu que os membros da comunidade LGBTQIA+ não enfrentarão nenhuma discriminação durante o Mundial.
Ainda de acordo com a SBS News, Nas Mohamed, o primeiro morador do Catar a se assumir abertamente gay, que vive exilado nos Estados Unidos, alertou que os homossexuais e simpatizantes podem estar em risco no campeonato, apesar das garantias da Fifa e do governo catariano.
"Não acho que a exibição pública de bandeiras do arco-íris ou comícios seja produtiva", disse Mohamed. Ele explicou que alguns catarianos entendem a visibilidade LGBTQIA + como "um ataque intencional a eles'.
A atividade sexual entre pessoas do mesmo gênero é uma ofensa criminal no Catar e punível com pena de prisão de até sete anos.
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