8 DE JANEIRO

Empresário mineiro suspeito de financiar atos golpistas é preso nos EUA

Foragido há meses, investigado foi detido na Flórida e tinha mandado de prisão no Brasil

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 11/04/2026 às 13:40.Atualizado em 11/04/2026 às 13:54.
Empresário mineiro investigado por atos golpistas foi preso nos Estados Unidos após meses foragido (Reprodução / Redes sociais)
Empresário mineiro investigado por atos golpistas foi preso nos Estados Unidos após meses foragido (Reprodução / Redes sociais)

O empresário mineiro Esdras Jônatas dos Santos, investigado por envolvimento no financiamento dos atos de 8 de janeiro, foi preso nos Estados Unidos e está detido em uma unidade do serviço de imigração na Flórida. O suspeito foi capturado pelo órgão norte-americano (ICE).

Segundo informações obtidas pelo portal UOL, ele está em um centro de detenção em Moore Haven, a cerca de 180 km de Miami. Contra ele, há um mandado de prisão em aberto no Brasil. O empresário também teve contas bancárias bloqueadas, passaportes cancelados e está proibido de usar redes sociais por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Investigação e fuga

Esdras dos Santos é suspeito de incitação ao crime, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. Ele teria deixado o Brasil após os ataques, acompanhado da então esposa. Antes da prisão, era considerado foragido desde fevereiro e vinha sendo procurado pelas autoridades.

Atuação em BH e redes sociais

Em reportagem anterior, o Hoje em Dia mostrou que ele seguia ativo nas redes sociais, onde publicava vídeos sobre a própria rotina, supostamente no exterior. A Polícia Civil apontava que ele teria fugido para os Estados Unidos após ser alvo de mandado de prisão e também o investigava por incitação à violência, dano e roubo.

O empresário ficou conhecido por liderar manifestações antidemocráticas em Belo Horizonte, incluindo a organização de um acampamento em frente ao comando da 4ª Região Militar do Exército, na capital mineira.

As investigações apontam que ele seria o homem que, de um carro de som, incentivou integrantes do acampamento a agredirem um fotógrafo do Hoje em Dia, em 5 de janeiro. O profissional foi cercado e atingido com socos e pauladas, além de ser arrastado pelo chão ao tentar se esconder sob um veículo. Ele estava no local para cobrir a manifestação.

Bloqueios e medidas judiciais

Além do mandado de prisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros do empresário, como parte das medidas relacionadas à apuração dos atos de 8 de janeiro.

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