No Porto

Esquema fraudulento em alfândega no Rio envolve R$ 86 bi em mercadorias

Até o momento, 17 auditores e 8 analistas foram afastados dos cargos

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 28/04/2026 às 13:30.Atualizado em 28/04/2026 às 13:42.
Segundo a Receita, o esquema envolveu a movimentação de R$ 86,6 bilhões em mercadorias, de julho de 2021 a março de 2026, com pagamento de dezenas de milhões em propinas (26.07.2020/Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Segundo a Receita, o esquema envolveu a movimentação de R$ 86,6 bilhões em mercadorias, de julho de 2021 a março de 2026, com pagamento de dezenas de milhões em propinas (26.07.2020/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Polícia Federal, a Receita Federal e Ministério Público Federal deflagraram, nesta terça-feira (28), a Operação Mare Liberum para combater um esquema de corrupção na alfândega do Porto do Rio.

Segundo a Receita, o esquema envolveu a movimentação de R$ 86,6 bilhões em mercadorias, de julho de 2021 a março de 2026, com pagamento de dezenas de milhões em propinas.

A associação criminosa investigada envolve importadores, despachantes e servidores públicos que atuam na facilitação de contrabando e descaminho.

São cumpridos 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Vitória, no Espírito Santo, além do afastamento dos cargos de 17 auditores fiscais e oito analistas tributários, medidas de bloqueio de bens e restrições a atividades profissionais.

Liberação irregular de mercadorias sem o pagamento de tributos

As investigações apontam a atuação de grupo estruturado na liberação irregular de mercadorias, com divergências entre produtos importados e declarados, sem o pagamento de tributos.

É a maior operação da história da Corregedoria da Receita Federal.  A investigação foi iniciada em 2022 a partir de controles internos da corregedoria e denúncias. Mais de 100 servidores da Receita e 200 policiais federais participam das diligências de hoje.

“A Receita Federal está estruturando imediatamente ações de apoio ao Porto do Rio de Janeiro para manter a fluidez do comércio, além se revisar as operações irregulares realizadas no período investigado”, diz o fisco.  

Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, entre outros.

* Com informações da Agência Brasil

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