Guerra

Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz após ser atacado pelos EUA

Bloqueio total da principal artéria petrolífera do mundo ocorre em resposta a dois dias consecutivos de ofensivas ordenadas por Donald Trump

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 11/06/2026 às 09:13.
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O governo do Irã determinou o fechamento total do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (10), após o território do país ser alvo de uma nova onda de ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos. A medida extrema foi anunciada pelo quartel-general central de Hazrat Khatam al-Anbiya, braço das Forças Armadas Iranianas, elevando a crise no Oriente Médio ao seu nível mais crítico.

"Em continuação às ações criminosas dos Estados Unidos e considerando o início dos ataques do exército invasor daquele país a algumas áreas do sul da província de Hormozgan, a partir deste momento, devido à insegurança na região, o Estreito de Ormuz está fechado para o tráfego de qualquer tipo de embarcação, incluindo petroleiros e comerciais", informou o comando militar iraniano em nota oficial.

Poucas horas após o anúncio, o clima de hostilidade escalou na região. De acordo com a mídia estatal do país persa, pelo menos duas embarcações comerciais tentaram furar o bloqueio marítimo e foram atacadas pelas forças de Teerã.

O impacto no mercado global de energia

O fechamento completo da retaguarda do Golfo Pérsico coloca o mercado internacional em alerta máximo. O Estreito de Ormuz é considerado a passagem marítima mais estratégica do planeta para o setor de energia, por onde trafega diariamente cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

Até então, o tráfego na região vinha sendo controlado de forma parcial pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PSGA) do Irã. Sob o modelo anterior, o livre trânsito era permitido apenas para navios sem ligações com os EUA, Israel ou seus aliados, mediante o pagamento de taxas de pedágio. Com a nova ordem, o veto passa a ser absoluto para qualquer pavilhão.

Escalada militar e quebra de cessar-fogo

A nova ofensiva norte-americana representa a segunda grande quebra do cessar-fogo que havia sido firmado entre as potências em abril. A operação foi deflagrada após declarações duras do presidente dos EUA, Donald Trump, e do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que justificaram a ação como uma medida de pressão para forçar Teerã a ceder nas mesas de negociação diplomática.

O estopim para o conflito atual ocorreu na terça-feira (9), quando Washington ordenou os primeiros bombardeios a solo iraniano em retaliação à suposta derrubada de um helicóptero militar dos EUA no Estreito de Ormuz — acusação formalizada por Trump.

Como contra-ataque imediato, o Irã disparou uma onda de drones e mísseis balísticos contra bases e instalações militares norte-americanas localizadas em países vizinhos, incluindo Jordânia, Bahrein e Kuwait, transformando a região em um palco de guerra aberta.

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