Iranianos acompanham funeral de crianças mortas após bombardeio que atingiu escola
Comunidade internacional cobra investigações sobre ataque a escola primária que vitimou mais de 160 meninas em Minab

O Irã deu início nesta terça-feira (3) os funerais das mais de 160 vítimas mortas em um bombardeio americano a uma escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do país. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana.
Milhares de iranianos se reuniram para prestar homenagens às ao menos 168 crianças e 14 professoras mortas durante um bombardeio contra uma escola primária feminina no último sábado (28).
Imagens do local mostram uma multidão em oração ao redor de pequenos caixões cobertos com a bandeira iraniana. O ataque atingiu alunas com idades a partir de 7 anos. De acordo com o Crescente Vermelho do Irã, a escalada do conflito já resultou em pelo menos 742 mortes em 153 localidades do país desde o início das ofensivas recentes.
Reação internacional e cobrança da ONU
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, solicitou, nesta terça, uma investigação rápida e imparcial sobre o episódio. O representante da ONU alertou que ataques indiscriminados contra alvos civis representam graves violações do direito internacional humanitário.
A pressão internacional aumentou após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, publicar imagens de covas recém-abertas e responsabilizar diretamente as forças norte-americanas e israelenses pelas mortes das estudantes.
Posicionamento dos EUA
Em resposta, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mark Rubio, afirmou que o país não miraria uma instituição de ensino deliberadamente e informou que o Departamento de Guerra deve investigar a autoria e as circunstâncias do ataque.
Enquanto as justificativas são apresentadas, Israel intensificou os bombardeios em território iraniano. Novos registros mostram áreas residenciais em Teerã reduzidas a escombros, sinalizando que a tensão na região continua a crescer sem previsão de cessar-fogo.