Itamaraty confirma morte de dois brasileiros após terremotos na Venezuela; óbitos já passam de 580
Governo Federal envia missão humanitária com insumos e equipe de resgate após abalos sísmicos históricos no país vizinho

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou que dois cidadãos brasileiros — um homem e uma mulher — morreram em decorrência dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela. O governo brasileiro manifestou o apoio às famílias atingidas pela tragédia por meio de nota oficial.
"O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O ministério informa ainda estar prestando assistência consular às famílias das vítimas", disse a pasta em publicação no X.
O balanço oficial de vítimas no país vizinho subiu para 589 mortos e quase 3 mil feridos. O desastre foi desencadeado por dois tremores sucessivos na noite de quarta-feira na região a oeste de Caracas: o primeiro de magnitude 7,2 na escala Richter e o segundo, menos de um minuto depois, atingindo a magnitude de 7,5. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, este último foi o abalo sísmico mais intenso registrado em território venezuelano desde o ano de 1900.
Diante do cenário de calamidade, o governo brasileiro deu início às ações de apoio internacional. A Força Aérea Brasileira (FAB) mobilizou uma aeronave KC-390 Millennium para transportar ajuda humanitária até a Venezuela. A operação faz parte do compromisso firmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez.
O envio de mantimentos básicos e suporte técnico especializado foi detalhado pelo presidente brasileiro durante uma agenda oficial no estado de Mato Grosso do Sul.
"Fizemos uma reunião com vários ministros agora. Eu falei com a presidenta Delcy, da Venezuela, de manhã, do carro, para perguntar a ela o que precisava que a gente fizesse, e estamos reunindo vários ministros para mandar tudo o que for necessário: água, bombeiro, defesa civil, comida, remédio", disse Lula.
*Com informações da Agência Brasil