Investigação

Juiz é encontrado carbonizado dentro de carro em estrada rural de SP

Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, atuava na Comarca de Mococa; Polícia Civil investiga o caso e considera todas as hipóteses

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 08/10/2026 às 10:20.
 (Reprodução/Redes Sociais)
(Reprodução/Redes Sociais)

O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foi encontrado morto e carbonizado dentro do próprio carro em uma estrada rural de São João da Boa Vista (SP), na noite de quarta-feira (8). Ele atuava na Comarca de Mococa. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.

O veículo foi localizado por volta das 20h15 na Estrada de Terra Euclides Dotta. Segundo o boletim de ocorrência, uma testemunha contou à polícia que ouviu a buzina do carro e, em seguida, viu o veículo em chamas. Ela correu até uma fábrica próxima e pediu ajuda pelo telefone 190.

Outro homem que passava pelo local em uma retroescavadeira tentou conter o incêndio ao jogar terra sobre o veículo. Ele afirmou que não percebeu que havia uma pessoa dentro do carro devido à grande quantidade de fumaça.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas. Segundo a Polícia Militar, o corpo do magistrado foi encontrado totalmente carbonizado no banco do motorista.

A área foi isolada para o trabalho da perícia. Equipes das polícias Civil e Científica estiveram no local para coletar evidências que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu.

Durante a perícia, a terra que cobria o corpo foi retirada. Conforme o boletim de ocorrência, havia forte odor de gasolina no corpo. Os peritos não identificaram, aparentemente, ferimentos provocados por arma de fogo ou arma branca, nem marcas aparentes de violência.

Na vistoria do veículo, os peritos também encontraram um galão com forte odor de gasolina na parte dianteira do banco do motorista, próximo aos pedais.

Objetos pessoais estavam no carro

Após a perícia, não foram encontrados indícios de que objetos pessoais do juiz tivessem sido levados. A aliança permanecia no dedo e a carteira estava no console da porta do veículo.

A identificação foi feita por meio de uma tatuagem no lado esquerdo do abdômen, além da conferência dos documentos pessoais encontrados na carteira.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O delegado Jorge Mazzi afirmou que a apuração está em fase inicial e que todas as hipóteses são consideradas. Até o momento, ninguém foi preso.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista, onde serão realizados exames que poderão ajudar a esclarecer as circunstâncias e a causa da morte.

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