LÍDER QUILOMBOLA

Justiça adia para 13 de abril júri do caso Mãe Bernadete

Decisão é resultado de pedido da nova defesa

Agência Brasil
Publicado em 24/02/2026 às 13:24.Atualizado em 24/02/2026 às 13:32.
Os réus Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos são acusados de cometer o crime de homicídio qualificado contra a líder quilombola Mãe Bernadete Pacífico, em 2023 (Alberto Lima/Divulgação)
Os réus Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos são acusados de cometer o crime de homicídio qualificado contra a líder quilombola Mãe Bernadete Pacífico, em 2023 (Alberto Lima/Divulgação)

A sessão de julgamento dos réus que respondem pelo assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete, na Bahia, foi adiada para 13 de abril. De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), a mudança resulta de pedido da nova defesa. O júri popular ocorreria nesta terça-feira (24), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.

Segundo a corte, o pedido de adiamento por parte da defesa só se deu na tarde dessa segunda-feira (23). A decisão sobre a nova data pela titular do 1° Juízo da 1ª Vara do Júri, juíza Gelzi Maria Almeida, durante o início da sessão.

Os réus Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos são acusados de cometer o crime de homicídio qualificado contra a líder quilombola em 2023, no município de Simões Filho.

Assassinada com 25 tiros dentro de casa

Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, foi assassinada com 25 tiros dentro de casa, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Os dois respondem por homicídio qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), além de feminicídio e outros crimes.

O assassinato de Mãe Bernadete ocorreu mesmo depois de a vítima denunciar frequentes ameaças. A líder quilombola, inclusive, fazia parte do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

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