Narco Fluxo

Justiça federal decreta prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e criador da Choquei

Decisão atende pedido da PF em investigação sobre esquema bilionário de lavagem de dinheiro

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 24/04/2026 às 09:27.Atualizado em 24/04/2026 às 09:49.
MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Santos (Redes Sociais/Reprodução)
MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Santos (Redes Sociais/Reprodução)

A 5ª Vara da Justiça Federal em Santos, São Paulo, acatou nesta quinta-feira (23) o pedido da Polícia Federal (PF) para converter em preventivas as prisões de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei. A medida alcança outros investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo, que apura a movimentação de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilícitas, como bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico de drogas.

A nova decisão judicial ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter concedido habeas corpus aos detidos, sob o argumento de que o prazo da prisão temporária anterior era ilegal. No entanto, a Polícia Federal apresentou novos elementos colhidos durante as investigações e a análise de provas apreendidas, sustentando que a manutenção da custódia é necessária para garantir a ordem pública e evitar a destruição de evidências ou a continuidade das práticas criminosas.

Ao todo, 36 investigados tiveram a prisão temporária convertida em preventiva, que não possui prazo fixo para terminar. Outros três alvos da operação passarão a cumprir prisão domiciliar.

As defesas dos envolvidos questionam o pedido da PF. Os advogados de MC Ryan SP classificaram a solicitação como extemporânea e afirmaram que buscarão o cumprimento da decisão anterior do STJ. A defesa de MC Poze do Rodo criticou a falta de fatos novos no pedido, enquanto os representantes de Raphael Sousa Oliveira informaram que recorrerão às instâncias superiores, incluindo o Tribunal Regional Federal e o Supremo Tribunal Federal.

A Operação Narco Fluxo é um desdobramento de ações iniciadas em 2025, a partir da análise de dados em nuvem de investigados em fases anteriores. O esquema envolveria o uso de empresas de fachada, criptomoedas e remessas de valores ao exterior para ocultar a origem do montante bilionário movimentado pelo grupo.

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