
A Justiça de Goiás manteve a prisão preventiva do síndico suspeito de matar a corretora mineira Daiane Alves, em Caldas Novas. O filho dele, investigado por participação no crime, também seguirá detido. A decisão ocorreu em audiência de custódia, nesta quinta-feira (29). Pai e filho foram interrogados na Delegacia de Investigação de Homicídios, acompanhados dos advogados de defesa.
Em nota, a defesa do síndico afirmou que todas as perguntas foram respondidas e que o homem segue colaborando com as investigações. De acordo com a Justiça goiana, a prisão temporária deve durar 30 dias. O prazo pode ser prorrogado por mais 30.
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Goiás (Creci-GO) publicou repudiando o assassinato. "Trata-se de um crime bárbaro que atinge não apenas a vida de uma profissional no pleno exercício de sua função, mas que também evidencia, de forma alarmante, a persistência da violência contra a mulher em nossa sociedade".
Ainda conforme o Creci-GO, casos de feminicídios não podem ser tolerados. "A morte de uma mulher em contexto de violência, especialmente quando relacionada a conflitos de poder, intimidação e menosprezo no ambiente profissional, configura uma grave afronta aos direitos humanos e se insere no trágico cenário do feminicídio, que deve ser combatido com rigor e responsabilidade por todas as instituições”.
O corpo da mineira Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi encontrado em uma área de mata em Caldas Novas, na região sudeste de Goiás, nesta quarta-feira (28).
De acordo com a Polícia Civil (PC) de Goiás, o síndico do prédio onde a vítima morava confessou o assassinato e afirmou ter agido sozinho. Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025.
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