LUTO NAS ARTES

Luiz Carlos Barreto, produtor de clássicos do cinema brasileiro, morre aos 98 anos

Cineasta assina produção e coprodução de títulos como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “Bye Bye, Brasil”

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 22/07/2026 às 11:38.Atualizado em 22/07/2026 às 11:53.
Nascido em 1928, na cidade de Sobral, no interior do Ceará, Barretão iniciou o contato profissional com o cinema quando trabalhou como repórter e fotógrafo da revista “O Cruzeiro”, onde atuou na cobertura de filmagens cinematográficas (Reprodução/X)
Nascido em 1928, na cidade de Sobral, no interior do Ceará, Barretão iniciou o contato profissional com o cinema quando trabalhou como repórter e fotógrafo da revista “O Cruzeiro”, onde atuou na cobertura de filmagens cinematográficas (Reprodução/X)

Luiz Carlos Barreto, produtor de filmes como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “Bye Bye Brasil”, morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos. O cineasta estava internado desde a última terça-feira (21). Diretor e fotógrafo, “Barretão” vinha enfrentando problemas de saúde desde março de 2024, em decorrência de uma queda. O motivo da morte não foi informado.

Nascido em 1928, na cidade de Sobral, no interior do Ceará, Barretão iniciou o contato profissional com o cinema ao trabalhar como repórter e fotógrafo da revista “O Cruzeiro”, onde atuou na cobertura de filmagens. No início da década de 1960, assinou a direção de fotografia de “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos, clássico do Cinema Novo.

Em 1965, encerrou a trajetória no jornalismo para dedicar-se exclusivamente ao cinema. Foi coprodutor de “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, e produtor de títulos emblemáticos do audiovisual nacional, como “Bye Bye Brasil”, de Carlos Diegues, e “Memórias do Cárcere”, também de Nelson Pereira dos Santos.

Ao lado da esposa, Lucy Barreto, o cineasta fundou a produtora L.C. Barreto, responsável por realizou alguns dos mais importantes títulos do cinema nacional. Ao longo da existência da empresa, a marca se envolveu diretamente na realização de mais de 80 filmes, assinando a produção ou coprodução das obras.

Os dois filhos cineastas do casal, Fábio e Bruno, receberam indicações ao Oscar de melhor filme internacional com obras da produtora da família em anos consecutivos. Fábio dirigiu “O Quatrilho”, indicado ao Oscar em 1996, enquanto Bruno realizou “O Que É Isso, Companheiro?”, indicado em 1997.

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