Violência

Lutador de jiu-jitsu é preso por tentativa de feminicídio após espancar duas vizinhas no Rio

Suspeito agrediu vizinhas em prédio no bairro Maracanã

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 07/11/2026 às 11:41.Atualizado em 07/11/2026 às 11:43.
 (Reprodução/ Redes Sociais)
(Reprodução/ Redes Sociais)

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), obteve, nesta sexta-feira (6), a prisão temporária de um lutador de jiu-jitsu de 32 anos, por tentativa de feminicídio contra uma vizinha em um prédio no Maracanã, zona Norte do Rio, onde os dois moravam. De acordo com as investigações, o crime ocorreu na madrugada de quinta-feira (5), quando o homem invadiu o apartamento da vizinha e fez ameaças de morte contra os moradores, que conseguiram descer até a portaria para pedir ajuda.

Ao ouvir os gritos de socorro, uma outra vizinha foi até o apartamento e encontrou o suspeito no elevador. O homem passou a agredi-la violentamente, aplicando um golpe conhecido como mata-leão, que pode levar à morte. A vítima recebeu vários socos, cotoveladas e chutes, e mesmo gravemente ferida, conseguiu fugir e receber socorro do Corpo de Bombeiros e, em seguida, encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar. O elevador ficou com muito sangue da vítima.

Em seguida, o suspeito totalmente transtornado, entrou no apartamento de uma mulher, de 65 anos, e começou a agredi-la, sem motivo aparente. A mulher foi levada com traumatismo craniano para o hospital.

Policiais militares do Batalhão da PM Tijuca e agentes da Guarda Municipal foram chamados e, segundo o registro do caso, o homem reagiu à abordagem, tentou pegar a arma de um policial e foi atingido por um tiro em uma das pernas.

O MPRJ ressaltou a necessidade da prisão temporária apontando riscos à investigação e à segurança da vítima; a gravidade do crime investigado, ressaltando que se trata de uma tentativa de feminicídio e a proximidade entre os dois, que são vizinhos e moram no mesmo edifício, o que representaria um risco à integridade física da mulher.

“Com efeito, é manifesta a periculosidade do representado diante do seu comportamento ultraviolento, de forma que, caso permaneça em liberdade, a vítima será colocada em inaceitável situação de perigo, especialmente em um país em que uma mulher é agredida a cada minuto, e uma morta, vítima de feminicídio, a cada seis horas”, diz um trecho do documento.

*Com informações da Agência Brasil

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