
A morte por hantavírus em Minas, confirmada neste domingo (10) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), é a única registrada no Brasil em 2026. O óbito no território mineiro não tem relação com o surto no navio que desembarcou na Espanha. O risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo, segundo avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Neste ano, pelo menos sete casos de hantavírus foram confirmados no país, segundo o último balanço disponibilizado pelo Ministério da Saúde. A pasta reforça que os registros confirmados e suspeitos em passageiros de um cruzeiro com histórico de circulação na América do Sul está sendo investigado sem impacto direto para o Brasil até o momento.
"Não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que está em circulação no navio", informa a pasta. Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, e nenhuma transmissão entre pessoas.
Especialistas destacam que a transmissão entre pessoas do hantavírus do tipo Andes é considerada limitada e costuma ocorrer em contatos próximos e prolongados. Apesar disso, ambientes como navios de cruzeiro exigem atenção devido à grande circulação de pessoas e ao compartilhamento de espaços fechados. Até o momento, as medidas de isolamento e controle adotadas pelas autoridades sanitárias internacionais são adequadas para reduzir o risco de disseminação.
Vírus é transmitido pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores infectados
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), doença que pode comprometer pulmões e coração. O vírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, especialmente pela inalação de partículas presentes no ambiente contaminado.
No país, a hantavirose é uma doença de notificação compulsória há mais de duas décadas, permitindo o monitoramento contínuo dos casos humanos e dos genótipos virais circulantes.
Cenário epidemiológico no Brasil
Desde a identificação da doença no Brasil, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos. "Os dados recentes apontam tendência de redução", informa o Ministério da Saúde. m 2025, o país registrou 35 casos e 15 óbitos, menor número desde o início da série histórica recente.
"O Ministério da Saúde mantém vigilância contínua em todo o território nacional, com ações de controle ambiental, orientação à população e monitoramento epidemiológico", informa nota enviada.
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