INVESTIGAÇÃO

MPRJ pede imagens de câmeras dos PMs da Operação no Morro dos Prazeres

Morador Leandro Sousa morreu com tiro de fuzil na nuca

Agência Brasil
Publicado em 19/03/2026 às 16:41.Atualizado em 19/03/2026 às 16:54.
Na ação, oito pessoas morreram, entre elas o morador Leandro Silva Sousa, 30 anos, atingido por um tiro de fuzil na nuca. (Tânia Rêgo / Agencia Brasil)
Na ação, oito pessoas morreram, entre elas o morador Leandro Silva Sousa, 30 anos, atingido por um tiro de fuzil na nuca. (Tânia Rêgo / Agencia Brasil)

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) do Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou as imagens das câmeras corporais dos policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que estavam na operação no Morro dos Prazeres, realizada nesta quarta-feira (18) e em outras comunidades no centro da capital fluminense.

Na ação, oito pessoas morreram, entre elas o morador Leandro Silva Sousa, 30 anos, atingido por um tiro de fuzil na nuca. Leandro Sousa, que era ajudante de padaria, teve a quitinete invadida por traficantes armados que se escondiam da ação do Bope. Na casa, os quatro traficantes escondidos também foram mortos. A mulher de Leandro foi a única que sobreviveu. 

Promotores de Justiça e técnicos periciais acompanham, nesta quinta-feira (19), a necropsia nos corpos no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto.  

A Promotoria de Auditoria Militar também requisitou as imagens das câmeras corporais de todos os policiais militares envolvidos, bem como demais informações à Corregedoria da Polícia Militar para análise. O caso está sendo investigado pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro do MPRJ.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que lamenta a morte de Leandro Silva Sousa. Segundo a corporação, o óbito do morador e de outros sete acusados é alvo de procedimento apuração interna, além da investigação da Polícia Civil, procedimento adotado em todas as operações.

A secretaria afirma que somente após a perícia técnica será possível determinar todos fatos e circunstâncias do ocorrido. A instituição diz ainda que “a corporação preza pela transparência de suas ações e colabora integralmente com as investigações do caso”.

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