SEGUE PRESA

OAB suspende Deolane Bezerra e impede influenciadora de exercer advocacia

Medida disciplinar tem duração inicial de 90 dias e foi divulgada pela OAB de São Paulo após a influenciadora se tornar ré e permanecer presa em investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 25/06/2026 às 13:51.Atualizado em 25/06/2026 às 14:09.
Deolane Bezerra foi suspensa pela OAB-SP e está impedida de exercer a advocacia enquanto responde a processo disciplinar (Reprodução / Instagram / Dra. Deolane Bezerra)
Deolane Bezerra foi suspensa pela OAB-SP e está impedida de exercer a advocacia enquanto responde a processo disciplinar (Reprodução / Instagram / Dra. Deolane Bezerra)

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi suspensa pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo (OAB-SP) e está impedida de exercer a advocacia. A medida foi anunciada pela entidade e prevê afastamento inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogação sucessiva até o limite de 360 dias.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (25) no site oficial da OAB-SP. Segundo a entidade, a suspensão tem efeito imediato e impede o exercício profissional até o julgamento definitivo do processo disciplinar. 

Conforme a OAB-SP, todas as infrações que chegam ao conhecimento da instituição, seja por representação formal ou por fatos divulgados publicamente, são analisadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina. Os processos tramitam sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Advocacia.

Deolane segue presa e virou ré

A suspensão ocorre poucos dias após Deolane se tornar ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro, ao lado de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A denúncia foi aceita pela 3ª Vara de Presidente Venceslau, em São Paulo.

De acordo com o Ministério Público, o grupo teria participado de um esquema para ocultar e movimentar recursos ilícitos por meio de uma transportadora apontada como empresa de fachada. As investigações indicam que depósitos fracionados, transferências via Pix e contas de terceiros eram utilizados para dificultar o rastreamento do dinheiro. Além de Deolane e Marcola, outras três pessoas também respondem ao processo. A ação tramita sob sigilo.

Habeas corpus foi negado pelo STJ

No início do mês, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora, mantendo a prisão preventiva. Deolane foi presa em 21 de maio, durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. 

Segundo a investigação, ela teria recebido recursos provenientes de uma transportadora associada ao braço financeiro da facção criminosa. A influenciadora nega qualquer envolvimento com o crime organizado e afirma ser inocente. Sua defesa sustenta que não há elementos concretos para justificar a prisão preventiva e contesta as acusações.

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